…e sai ano, um problema se repete nas nossas escolas: a falta de grande parte do que é básico para a produção de conhecimento. Começa na figura mais importante na formação de qualquer cidadão e profissional, o professor. Mas não é apenas dos mestres que estamos falando. Falta material didático, falta merendeira. Falta transporte seguro. Falta respeito pela formação de nossas crianças.
Infelizmente, é preciso reconhecer que esse é um problema “tradicional” na rede estadual de educação e que algumas escolas municipais do Vale do Caí também enfrentam. Se voltarmos nos arquivos do Ibiá desses quase 36 anos, encontraremos relatos de salas cheias de alunos e sem professores em muitos anos letivos. Sofre o professor, que acaba atendendo a turmas com mais alunos do que recomendado e tem a saúde prejudicada; e sofre o aluno, que recebe aulas de menor qualidade. O magistério hoje padece de exaustão, cansados que estão de gritar por melhor valorização e condições de atender bem o aluno.
Mas quem sofre mais, sem dúvida, é quem precisa estudar. Como um adolescente nos anos finais do Ensino Médio poderá concorrer uma vaga no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de uma universidade pública ou tentar uma bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni) nas particulares se lhe falta carga horária em diversas disciplinas? Isso sem falar em todos os déficits que ele teve ao longo da vida escolar.
Depois se reclama da falta de profissionais capacitados, o que deixa nossas empresas sem mão de obra. Mas como, por exemplo, formaremos engenheiros ou desenvolvedores de sistemas de tecnologia da informação se nossas crianças terminam o Ensino Fundamental inseguras quanto à Matemática? E como elas entenderão os números se lhes falta quem ensine? A solução está unicamente em dar valor à educação, às escolas, aos alunos e professores. Mas nossos gestores têm outras prioridades.

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