Tem início hoje um dos eventos educacionais de que nós, gaúchos, mais nos orgulhamos. A Mostratec, realizada até o dia 24, na Fenac, em Novo Hamburgo, recebe jovens cientistas de 21 países, numa troca de experiências, saberes e questionamentos que levam todos a crescerem em suas áreas de estudo. No total, serão 755 projetos, divididos entre 420 na Mostratec (ensino Médio e Técnico) e 335 na Mostratec Júnior (Fundamental com 263 e Infantil com 72). Entre eles, a 34ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia terá alguns montenegrinos, que enchem suas comunidades escolares, famílias e toda a cidade de orgulho.
Integram a Mostratec aqueles trabalhos que se destacam nos eventos nas escolas e municípios. Da Rede Estadual de Ensino, um grupo da Escola Estadual Técnica São João Batista está participando. Já da Rede Municipal, na Educação Infantil estão na mostra a Adolfo Schüler, Ana Beatriz Lemos, Professora Maria Josepha Alves de Oliveira e Santo Antônio. Dos alunos dos anos iniciais, participam grupos da Professora Maria Josepha Alves de Oliveira, Dr. Walter Belian e Manoel José da Motta. E dos anos finais, alunos da Dr Walter Belian e José Pedro Steigleder. Além destas, muitas outras instituições de ensino se mobilizaram para produzir trabalhos que lá poderiam estar. Todas estão de parabéns, porque colaboram para a formação integral de seus estudantes, desafiando-os a ir além, a questionar e a querer mais.
Assim como no esporte, antes de formarmos atletas medalhistas, oferecemos condições para que se formem cidadãos respeitadores de regras e capazes de vencer pelos seus méritos; na educação, muito antes de pensarmos em forjar novos cientistas ou gênios, estamos fornecendo a toda uma geração condições para tornarem-se pessoas melhores e escolherem seus futuros. Sim, talvez entre estes grupos, tenhamos alguns cientistas do futuro. E nos orgulharemos muito deles. Mas, também festejaremos aqueles que escolherem outras áreas de atuação, mas, por conta da boa base educacional recebida, tornarem-se referência em suas profissões.
Uma história bem sucedida sempre começa com uma boa educação. É claro que esta começa em casa e que a escola, por obrigação, deve oferecer conhecimento e não a educação em seu conceito mais básico. Sabemos, porém, que há casos – e não se engane pensando que é a condição financeira da família que os define – em que o professor precisa oferecer muito do básico para então ir ao conhecimento. E tudo isso se torna válido no sucesso destes jovens no futuro, quando, lá atrás, alguém lhes ensinou o mais importante: que, com esforço, tudo é possível.

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