É interessante perceber o quanto nossa Economia é influenciada por mudanças culturais e que, a um primeiro momento, nada parecem ter a ver com questões financeiras ou de geração de emprego. A matéria da página 7 de hoje, por exemplo, destaca dois segmentos de mercado que cresceram nos últimos dez anos e por causa de questões bem pontuais.
Como traz a reportagem, a alta de empresas e autônomos prestadores de serviços domésticos é impacto direto de um movimento que terminou com aquele velho preconceito de que mulher tinha só que cuidar da casa e não devia trabalhar fora. Nada disso. Elas têm tanta (ou até mais) capacidade que os homens, o que aumentou a necessidade de contratar alguém que cuidasse dos afazeres domésticos por elas. Isso quer dizer mais empregos e renda para quem aproveita essas oportunidades.
Outro negócio que cresceu e que, antigamente, era quase impensável, é o das tatuagens. Estúdios especializados nas pinturas corporais nasceram aos montes, têm buscado inovar, ser diferentes, e vêm garantindo colocação profissional para muita gente. Vemos isso claramente em nossa cidade. O fenômeno também é impacto de uma mudança de perspectiva. As tatuagens deixaram de ser vistas como algo feio e exclusivo de gente de má índole. Bem ao contrário. A procura por elas só faz aumentar.
É óbvio que, nesse meio tempo, algumas mudanças de comportamento também deram fim a certos negócios. As poucas videolocadoras que ainda alugam DVD’s é que o digam. Mas essa noção de acompanhar a realidade a nossa volta e identificar e aproveitar as diferentes possibilidades que acabam sendo criadas é algo a ser valorizado e que ilustra muito bem o chamado “espírito empreendedor”. Torcemos por mais insights nesta linha. Só trazem desenvolvimento.

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