A gente sabe que, principalmente no setor público, as coisas não caminham na velocidade que desejamos. Isso vale para obras e também para dar seguimento a qualquer projeto ou processo que tramita numa série de órgãos e secretarias. É por isso que, quando passos são dados, mesmo que mais curtos ou lentos que a vontade dos cidadãos, são fatos que merecem comemoração. É o caso de duas notícias publicadas na edição de hoje do Ibiá.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) emitiu parecer aprovando a proposta apresentada pelo Executivo de Pareci Novo para o restauro do telhado do Seminário Jesuíta São José. Dar ao antigo prédio o tratamento justo, respeitando sua história e relevância à comunidade, é um desejo antigo. Há muitos anos a população sonha com esta obra.Para festejar ainda mais, a administração do município aguarda outra notícia: a aprovação do projeto pela Caixa Econômica Federal. A expectativa, porém, é que isso ocorra logo.

Já em Montenegro, o projeto que autoriza a adesão da cidade ao Programa Negociar RS, do governo estadual, foi aprovado pela Câmara dos Vereadores. O caminho é longo, mas este foi mais um passo para que o Município possa efetivar a troca de prédios do Estado pela quitação de uma dívida da área da Saúde. As edificações onde funcionavam o Instituto de Previdência do Estado (IPE) e a antiga Cooperativa Riograndense de Laticínios (Coorlac) são o objetivo desta negociação. Se der certo, a utilização dos espaços poderá “economizar” recursos com alugueis de salas que a prefeitura ocupa, depois de uma necessária reforma nestes locais, atualmente em péssimo estado de conservação. É, porém, uma longa caminhada até a finalização do acordo.

A necessidade de termos cuidado com os prédios públicos vai além da economia com alugueis – mesmo isso sendo muito importante em tempos de escassez de recursos – e atinge temas mais amplos. No caso de Pareci Novo, estamos falando de um local com importância histórica e cultural. Queremos ver o antigo seminário em toda a sua beleza e as próximas gerações, graças ao restauro, um dia se orgulharão desse patrimônio. Aqui em Montenegro, mesmo não se tratando de construções de valor histórico e arquitetônico, é válido lembrar o quanto estes prédios abandonados – ou quase – cuja falta de manutenção é percebida de longe, impacta nos nossos dias. A população torce para que, no futuro, estes prédios sirvam para reduzir os gastos públicos com locação. Sem falar na reforma e conservação deste patrimônio, que, no final das contas, é de todos.

De um lado comemoramos o andamento desta negociação. De outro, novamente, vem a irritação de constatar que o dinheiro dos nossos impostos foi tão mal cuidado pelo governo estadual.
Esperamos que os próximos passos sejam rápidos para que o nosso sentimento se transforme na alegria da comemoração.

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