Hoje, enquanto a maioria das pessoas descansa e comemora o Dia do Trabalho, milhões de brasileiros não têm motivos para festa. Eles estão desempregados, a maioria há quase um ano, e não enxergam, no curto prazo, nenhuma possibilidade de ocupação formal. Vivem e vão continuar sobrevivendo de “bicos” para colocar comida na mesa dos filhos.
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,7% no trimestre encerrado em março, atingindo 13,4 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em maio de 2018, quando o índice também ficou em 12,7%, reforçando a leitura de perda de dinamismo e recuperação mais lenta da economia neste começo de ano.
Se formos atrás das causas para esta triste realidade, certamente vamos nos deparar com diversos fatores. De um lado, a economia está estagnada porque o setor produtivo tem medo de investir no país, onde o dinheiro custa caro, as linhas de crédito são poucas e o Estado cobra impostos demais. De outro, o próprio desemprego e a falta de perspectivas fazem com que o consumidor evite gastar, com medo do que pode enfrentar mais à frente. E o governo, que pouco tem feito para enfrentar esta crise, não consegue encaminhar, com a agilidade necessária, as reformas que anunciou na campanha e vem encaminhando há meses.
O dia 1º de maio é, historicamente, uma data para refletir sobre a condição do trabalhador e esta análise nunca foi tão importante. Se o empresário paga impostos demais a ponto de não conseguir aumentar a produção e a sociedade não tem potencial para consumir, é sinal de que algo vai muito mal. O dinheiro existe, mas está nas mãos de quem não sabe geri-lo e transformá-lo em riquezas. O que vamos fazer a respeito?

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