As crises política e econômica tomam tanto espaço na agenda nacional que outros problemas ainda mais importantes — porque tratam de questões de médio e longo prazo — ficam de lado. É o caso do desmatamento da Floresta Amazônica, que tem sido notícia nos últimos dias depois que o governo da Noruega anunciou corte de metade da verba repassada para o Fundo Amazônia, alegando falhas nas políticas públicas brasileiras (depois se soube que a Noruega é a maior acionista de mineradora denunciada pelo MPF por contaminação na Amazônia).

Conforme o Greenpeace, de agosto de 2015 a julho de 2016, a devastação da Amazônia atingiu impressionantes 7.989 quilômetros quadrados, uma área equivalente a 18 vezes o tamanho de todo o Município de Montenegro. Foram derrubadas 451 milhões de árvores, o que significa mais de duas a cada cidadão brasileiro.

Pior do que isso somente o desconhecimento da população quanto à gravidade da situação. O caderno Olho D’Água, veiculado nesta edição, chama a atenção justamente para esse ponto. A maior floresta do mundo impacta diretamente no clima do Rio Grande do Sul, principalmente na regulação das chuvas. É preciso que todos façam algo pela sua preservação, ainda mais depois que o Senado aprovou, na última terça-feira, Medida Provisória que diminui a proteção ambiental na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará — região onde as áreas de conservação federais já estão entre as mais desmatadas. A campanha Desmatamento Zero, do Greenpeace, é uma possibilidade para você colaborar neste sentido.

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