Quem pensa que o fato de termos mais de 95% dos casos de Covid-19 já curados é desculpa para não se preocupar com a doença, não se imunizar ou descuidar das orientações, está enganando a si mesmo e, pior, colocando aqueles que ama em risco. É muito bom que a grande maioria dos casos não termine em óbitos, mas o fato não resolve o problema. Isso porque, além do alto número de óbitos já registrados, há, ainda, os que sobrevivem, mas, precisam lidar com sequelas.

Aqueles que passaram por longas internações, principalmente, os que ficaram em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) com uso de respiradores, têm um longo período de cuidados importantes na tentativa de retomar a vida do ponto onde estava antes do Coronavírus. E não são apenas estes. Há relatos de pacientes que, após curar a Covid-19, ficaram com problemas nos pulmões ou em órgãos que, num primeiro momento, não se pensava serem tão afetados, como os rins. Além disso, a Ciência ainda tenta entender exatamente o porquê de pessoas que tiveram Covid meses atrás ainda apresentarem alterações de olfato ou paladar.

No ambulatório Pós-Covid da prefeitura de Montenegro foram, até outubro, 1.445 atendidos, a maioria precisando de acompanhamento fisioterápico e neurológico. Além destes, o local oferece atendimento às áreas de Pneumologia, Psiquiatria, Psicologia, Fonoaudiologia, Cardiologia, Nutrição, Pediatria e Urologia. Que bom que a população ganhou este aporte de atendimento porque a Covid deixou – e ainda deixa – um rastro de problemas, aumentando a demanda num sistema de saúde que já era saturado.

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