Nos últimos meses, uma das frases que mais ouvimos é “defenda o SUS”. Essa é uma manifestação necessária, sobretudo porque o Sistema Único de Saúde presta ao cidadão desde a atenção mais primária, como as campanhas de vacinação, até atendimentos mais complexos, como transplantes de órgãos e tratamentos de doenças graves. Tudo isso gratuitamente. Usando, claro, o dinheiro do cidadão, pago através de impostos e que devem, sim ser cobrados que retornem à comunidade em forma de serviços.

As cobranças são sempre muito necessárias, afinal, os poderes públicos devem saber que estamos sempre de olho no que é feito. Mas também é preciso exaltar trabalhos tão bem feitos que superam a média e são dignos de reconhecimento. Maratá recebeu recentemente o Selo Nacional da Atenção Primária à Saúde (APS). O certificado considera as consultas de pré-natal de gestantes, exames, vacinação e acompanhamento de pessoas hipertensas e com diabetes. Ou seja: tudo aquilo que vemos acontecer nos postos de saúde, é o trabalho dos agentes comunitários, que muitas vezes são até desvalorizados pela população, mas que garantem uma comunidade mais saudável e com acompanhamento constante.

Esse tipo de fortalecimento da Atenção Básica é uma das principais ferramentas para evitar a superlotação dos hospitais ou, em casos mais graves ainda, a morte de pessoas por falta de diagnósticos precoces em casos de doenças tratáveis. E são ações desenvolvidas com custeio 100% SUS, pagos com nossos impostos e que funcionam, quando bem aplicados. É, sim, para se ter orgulho quando vemos o poder público investir de fato na comunidade e demonstrar preocupação com a população. Que exemplos como esse se difundam por outros municípios e que sirvam de modelo. Porque assim dá gosto de defendermos o SUS!

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