Nessa segunda-feira, 22, os montenegrinos tiveram uma chance para contribuir com o Hospital Montenegro (HM) 100% SUS. Mais do que arrecadar donativos como fraldas e leite, o Drive Thru Solidário organizado em comemoração aos 90 anos do HM teve o objetivo de aproximar a comunidade do hospital. Porque um não vive sem o outro e, neste caso, o inverso é igualmente verdade.

Na edição do último final de semana, o Ibiá publicou uma matéria especial sobre a história desta casa de saúde, trilhada num caminho de muitas crises – de saúde e financeiras. Mesmo nos momentos mais difíceis, houve um ingrediente que sempre esteve presente na instituição. E foi ele a fazer surgir e a manter o HM existindo. Falo da comunidade. O Hospital Montenegro nasceu do sonho e do trabalho árduo de mulheres integrantes da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas, a Oase. Os problemas financeiros surgiram já na inauguração, porque a obra saiu mais cara do que o previsto. E, nestes 90 anos, quantas não foram as vezes em que a situação financeira se complicou – a pior, sem dúvida, ocorreu na década de 90 – e foi colocada nos eixos com muito trabalho e participação da comunidade?

Apesar de serem muitos os desafios, é entendido por quem passou grande parte desses 90 anos lá dentro do HM que, este período que vivemos, de pandemia de Covid-19, é o mais desafiador das nove décadas da instituição. Pela crise de saúde mundial, pela escassez de recursos que segue existindo, e pelo crescimento da população atendida no hospital, 2020 foi um ano de extrema superação e, pelo menos por enquanto, 2021 não se mostrou diferente. Mas há o que celebrar. O mesmo tempo que a pandemia que trouxe Unidades de Tratamento Intensivo lotadas e elevou o número de óbitos, também nos deixará a lembrança belos festejos pelos que venceram a Covid-19 e saíram aplaudidos do hospital.

O HM sobreviverá a esta e a muitas outras épocas também. Torcemos para que o futuro reserve tempos mais brandos e sem pandemias. Mas, a única certeza no momento é que ele seguirá precisando da comunidade para manter-se de pé. E agora por “comunidade” não se entende apenas os habitantes de Montenegro. Afinal, o hospital atende pacientes de todo o Vale do Caí, e seus funcionários têm o orgulho de dizer que são uma “instituição de porta aberta”, ou seja, não vira às costas para ninguém, mesmo que em alguns momentos tenha que privilegiar casos urgentes em detrimento dos que podem aguardar. Mas, em caso de necessidade, o HM está lá, por todos nós. Não importa se você mora em Montenegro ou em Capela de Santana. Não faz diferença se você tem ou não plano de saúde. O HM está lá. Porque ele é de todos, para todos e precisa ser zelado por todos.

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