O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, é um desfile do que o Rio Grande do Sul tem de melhor. De cavalos crioulos a vacas leiteiras, das máquinas e implementos agrícolas às cucas produzidas na região colonial, é possível encontrar de tudo na Expointer, evento que enche os olhos de um público que cresce a cada ano e projeta o nosso Estado em nível internacional. E, no meio de tudo isso, há vários empreendedores de Montenegro e de outras cidades do Vale do Caí, com animais de primeira linha e artigos de excelência, provando que, muitas vezes sem apoio oficial, é possível produzir e crescer.
De modo geral, agricultores e pecuaristas vêm tendo, nos últimos anos, maior acesso a linhas de crédito para financiar suas atividades. A histórica gritaria em função do preço do dinheiro – juros altos – também vem diminuindo, o que é excelente para todos. O próprio Estado lucra com isso, de vária formas. Primeiro, na arrecadação de impostos e, depois, pela redução do êxodo. É menos gente deixando o campo para tentar a sorte na cidade.
Contudo, não há como negar que muito precisa ser feito. A maioria dos nossos agricultores têm tido cada vez menos assistência técnica de organismos oficiais, como a Emater. A quantidade de profissionais capacitados para orientar os produtores caiu sensivelmente. A própria empresa, a despeito de sua importância para o agronegócio, vive ameaçada de extinção.
Paralelamente, os investimentos em infraestrutura minguam na mesma velocidade em que aumentam os gastos públicos com a folha e a previdência dos servidores públicos. Em todas as regiões, as estradas responsáveis pelo escoamento das frutas, dos cereais, das hortaliças e pela chegada do gado aos frigoríficos viram pó pela falta de manutenção.
Se o governo conseguisse resolver estes dois problemas, a Expointer seria ainda maior e o Rio Grande do Sul, um dos estados mais ricos da federação. Finalmente, voltaríamos a ter orgulho das nossas façanhas.

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