Na edição desta sexta-feira, o Ibiá retorna a um tema acompanhado de perto: abastecimento de água no interior. Desta vez, na comunidade de Bom Jardim, onde uma obra recente deveria ter resolvido o problema, mas não foi assim. É que a estrutura construída para esse fim não suporta o peso da caixa d’água de 20 mil litros. Chama à atenção na reportagem que, questionado sobre a responsabilização da construção feita de forma indevida em 2020, o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Ernesto Kasper, ressalta que “a Administração não está interessada em apontar culpados, mas em resolver o problema”.

Recentemente, outro erro em obra chamou a atenção do Ibiá e da comunidade de Montenegro. A reforma da Casa do Produtor está atrasada porque a empresa que venceu a licitação para realizar a obra cometeu um erro. Foi comprado e instalado um tipo de telha diferente do previsto no edital. A falha só foi verificada pela fiscalização quando a etapa estava praticamente pronta e precisará ser corrigida.

Parece bastante compreensível que a administração municipal se preocupe em resolver os problemas, e não ficar apontando culpados para erros passados. No caso de Bom Jardim, da administração passada. Mas é importante que os erros tenham um responsável. Se “ficar por isso mesmo”, o que evitará novos acontecimentos similares? No caso da caixa d’água, tudo indica que a obra foi iniciada por uma equipe da prefeitura e concluída por apenados do regime semi-aberto. Mas onde ficou o acompanhamento técnico para esses apenados? No caso do telhado da Casa do Produtor, a própria empresa terá que colocar a obra novamente no rumo certo. Mas, enquanto isso, os feirantes seguem sem ter o seu espaço tradicional e bem estruturado de volta. E onde estava a fiscalização durante a obra? Por que o erro só foi percebido quando já era finalizada a colocação das telhas erradas?

Realmente, ficar apontando culpados não é função da administração pública. Porém, fazer a correta e justa responsabilização sim. Um erro que causa prejuízo aos cofres públicos, transtornos à população ou prejudica a comunidade seja da forma que for, não pode ser deixado de lado. Até porque, o servidor público – seja ele concursado ou de cargo comissionado – e as empresas prestadoras de serviço ao Executivo têm responsabilidade sobre a qualidade do que realizam. Se não está da forma correta, precisam sim ser responsabilizados!

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