O Brasil tem mais de 77 milhões de cães e gatos criados em domicílio e, cada vez mais, eles conquistam espaços e nossos corações. Somados a outros tipos de bichos domésticos, somos o quarto país com maior população pet, com 132,4 milhões de “habitantes”. Este mercado movimenta cerca de R$ 20 bilhões por ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação.
Saber esses números, no entanto, não é o suficiente. É preciso pensar que cada um desses bichinhos sente frio, calor, fome e dor. Maltratá-los, além de crime, é uma de crueldade sem tamanho. Muito mais do que um pretexto para mimar e encher de beijos e abraços nos nossos bichinhos, o Dia Nacional dos Animais é uma data para reflexão. A data foi criada para conscientizar a sociedade contra os maus-tratos de animais domésticos e silvestres.
Abandonar, agredir e até mesmo mantê-los presos em ambientes pequenos e insalubres são exemplos de maus-tratos, infelizmente, bastante comuns em nossa sociedade. É só verificar as notícias quase diárias dos protetores, que precisam constantemente de ajuda para financiar o tratamento de algum animal resgatado de situações deploráveis.
Antes de ter um bichinho, é importante ter a consciência sobre os cuidados necessários com alimentação, higiene, medicamentos, espaço e, claro, amor. Também é fundamental considerar que eles dependerão do tutor diariamente por um longo período (mais de 10 anos no caso dos cães, por exemplo). E sempre optar por animais domésticos ou legalizados junto aos órgãos ambientais competentes.
Adotar pets que foram vítimas maus-tratos, no entanto, pode ser um ato de amor e de aprendizado constante. Mas a responsabilidade é ainda maior. Eles já tiveram suas vidas marcadas por dores que sequer imaginamos. Mas sabem demonstrar sua gratidão quando recebem cuidados e carinho de quem os escolhe.

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