A operação “Cela Vazia”, realizada pela Susepe entre a noite da última quarta e a madrugada de quinta-feira, tinha objetivo claro: esvaziar as delegacias da região metropolitana, que não podem, mas, na prática, estão abrigando presos porque faltam vagas no sistema carcerário gaúcho.
Foram abertas mais de 130 vagas em uma penitenciária da região metropolitana, que, de acordo com informações não confirmadas, seria a de Montenegro. Para desafogar as delegacias da Capital e cidades próximas, colocam mais presos na Penitenciária Modulada Agente Jair Fiorin, em Pesqueiro, no interior de Montenegro, já lotada de detentos. A transferência dos presos soluciona um problema, mas gera outro ao colocar os presos em um local que já está no limite da sua capacidade, como não é novidade para ninguém.
Ao todo, 42 presos foram transferidos. Eles estavam em condições inadequadas, algemados fora das celas ou acomodados dentro de viaturas da Brigada Militar. Quando se diz que serão “abertas vagas”, a sociedade espera a construção de novas casas de detenção, onde as penas sejam cumpridas no rigor da lei e com alguma chance de ressocialização, algo fundamental para terem uma vida longe da criminalidade após o cumprimento da pena. E isso é algo que está bem distante, numa realidade em que são as faccções que mandam, não o Estado.

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