As nuvens que carregam as chuvas desse final de semana escondem o sol e tornam nossos dias cinzentos. Uma cor e um clima que simbolizam tempos difíceis; e que bem representam o sentimento de muitos montenegrinos em relação à cidade.
Na próxima segunda-feira, o mais recente desabamento do Cais do Porto das Laranjeiras completa um mês sem praticamente nenhum avanço no reparo. O desmoronamento anterior está para completar oito meses, com tudo ainda do mesmo jeito, e promessas em cima de promessas que só falam em priorizar nosso querido cartão postal.
O que dizer, então, dos buracos? Chega a dar dó de nossos veículos ao trafegar pelo verdadeiro queijo suíço que virou a RSC-287. Na BR-386, pior ainda. O único jeito seguro é rodar a 40 por hora na federal. Já pelo interior, toda a semana tem agricultor que, com a enxada na mão, toma para si a função de arrumar a estrada para o escoamento da produção.
Dá uma sensação de desamparo em relação aos governos municipal, estadual e federal. Podemos citar aqui tantas outras demandas. Problemas que são consequências de gestões ruins e desorganizadas; e também reflexos de uma crise econômica passageira, segundo as autoridades, mas que teima em não passar.
Na edição de hoje, o Ibiá volta-se às necessidades das Artes. Sim, as Artes. E a quem queira criticar, dizendo que não é hora de pensar no assunto, cabe o aviso de que um problema não deixa de ser um problema só porque outros existem.
Os artistas da, ironicamente, “Cidade das Artes” clamam por mais apoio. Seja via o Fundo, que já não é alimentado há três anos, ou pelo melhor alinhamento com um Poder Público que se mostre interessado nas diferentes intervenções existentes e em tudo de positivo e transformador que elas têm a oferecer. Como cidadãos, nos cabe abraçar também essas reivindicações. Não negá-las como se fossem inválidas. Os dias, afinal, estão cinzentos para todos.

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