Na próxima semana, comemoramos o Dia da Consciência Negra. O 20 de novembro faz referência à data da morte de Zumbi dos Palmares, o mais importante líder de um dos mais conhecidos quilombos da história do Brasil, o Quilombo dos Palmares. Essa é, portanto, uma data que marca a resistência, a força e a cultura do povo negro.
Esse é um momento, inclusive, para refletirmos sobre as oportunidades e sobre os preconceitos ainda sofridos diariamente por essa grande parcela da população. Muito já se avançou, certamente. Inclusive, a notícia de que, pela primeira vez, os negros são maioria no ensino superior em universidades públicas é uma resposta para anos de luta e mostra um pouco de esperança no futuro.
Porém, por outro lado, ainda há dados alarmantes e que chamam atenção: segundo o IBGE, a população negra é a principal vítima de homicídios no Brasil e, proporcionalmente, eles têm 2,7 vezes mais chances de ser vítima do que brancos. Eles também compõem a maior parcela entre os desocupados ou trabalhadores informais no País. E certamente não é por falta de vontade de trabalhar. Ninguém gostaria de viver às custas do governo ou depender da boa vontade de outras pessoas para suprir necessidades básicas como alimentação e vestuário. Mas, será que as oportunidades são, realmente, as mesmas, sem ver cor de pele?
Em Montenegro, está ocorrendo uma série de atividades em alusão à consciência negra. É uma belíssima oportunidade de os negros conhecerem mais sobre seu passado e suas raízes culturais e históricas. E também aos brancos, para entenderem melhor sobre atitudes já tão enraizadas na nossa sociedade, mas que reforçam o racismo estrutural, o qual devemos combater juntos. Cada uma fazendo o seu papel e se orgulhando pela negritude da nossa região.

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