A multiplicação dos animais de rua é uma pauta recorrente em Montenegro, especialmente pela falta de ações mais efetivas do poder público para resolver o problema. Assim, a população de cães e gatos abandonados cresce sensivelmente a cada ano, colocando em risco não só a saúde dos “peludos”, mas também a das pessoas com os quais convivem. Sem dono, obviamente não são vacinados e se tornam vetores de diversas doenças.
Contudo, existe outra demanda relacionada ao mundo animal que não desperta o mesmo interesse. Talvez pela polêmica e pelo medo de “se queimar” junto à opinião pública. Estamos falando dos cavalos usados por carroceiros e recicladores em seu ofício. Basta percorrer as ruas com olhar atento para constatar que vários desses quadrúpedes estão doentes e mal nutridos, muitas vezes puxando cargas pesadas demais para seu porte e força. Eles também não recebem os cuidados de veterinários e, assim como cães e gatos, carregam doenças perigosas a eles e ao homem.
Não fosse suficiente o aspecto da saúde pública para justificar providências, há também o seu impacto sobre o trânsito. Grande parte dos carroceiros não respeita os horários definidos pelo poder público para fazer a coleta dos recicláveis, especialmente o papelão dispensado pelas lojas de móveis e eletrodomésticos. As carroças acabam obstruindo as ruas e potencializando o risco de acidentes para motoristas e pedestres, sobretudo nos horários de pico. É preciso fazer algo.
Obviamente não se deseja a simples proibição do tráfego de carroças no perímetro urbano de Montenegro ou a abolição do uso dos cavalos, que geralmente são o ganha-pão de famílias muito carentes. Mas é preciso debater alternativas para garantir a saúde dos animais e a convivência dos recicladores com os demais elementos do trânsito de forma pacífica e ordenada. Alguém disposto a iniciar este diálogo?

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