“Mulher mais rica da Noruega é presa por dirigir embriagada”. Esta manchete estava em vários sites de notícias na sexta-feira e, a princípio, não despertou maior curiosidade. Afinal, a Noruega fica lá no “topo” do mundo, a muitos quilômetros e, apesar da globalização, o que acontece por lá raramente interfere muito na vida dos brasileiros. Contudo, a história é interessante e serve para despertar reflexões.
Segundo o noticiário, Katharina Andersen foi condenada a 18 dias de prisão, além de ser obrigada a pagar uma multa de quase R$ 100 mil após ter sido flagrada pela polícia dirigindo alcoolizada. Herdeira de uma família de investidores e industriais, ela tinha uma taxa de alcoolemia de 0,64 gramas por litro de sangue, o triplo do permitido. O curioso é que lá, num dos países mais ricos do planeta, esse tipo de infração é punido com uma multa equivalente a 1,5 mês de salário bruto. Porém, como a jovem, de 22 anos, ainda é estudante e não tem salário, o tribunal de Oslo decidiu calcular a multa a partir de sua fortuna, que chega a 940 milhões de dólares.
Simples assim: quem tem mais, paga mais. A Justiça norueguesa entende que a multa deve ser tão pesada que represente uma verdadeira lição ao infrator. Logo, a perda da liberdade, ainda que temporária, somada à cobrança, educam a população. E não importa o tamanho da conta bancária, todos são tratados com o mesmo rigor. Melhor prestarmos mais atenção à Noruega.

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