A obesidade infantil é um dos grandes problemas enfrentados hoje, no que tange a saúde dos jovens. Segundo dados da Fiocruz, no Brasil, cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem de problemas de obesidade, e oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta. E a questão da obesidade vai muito além da estética. Esse pode ser um fator de piadas na fase escolar, que acarretam problemas de auto-estima, falta de motivação para seguir os estudos e depressão. Além disso, pode desencadear doenças associadas, como colesterol e diabetes.

Em geral, as crianças ganham peso com facilidade pela ingestão de alimentos ultraprocessados, consequência da facilidade proporcionada por estes. Mas também há outros fatores, como a redução bastante drástica das atividades físicas, ocasionada pela pandemia ou pelo uso cada vez mais frequente de brinquedos eletrônicos, ao invés das brincadeiras ao ar livre; distúrbios psicológicos e, não menos importante, fatores genéticos.

Mas, mesmo em casos onde o sobrepeso está relacionado a questões genéticas, o incentivo a hábitos saudáveis contribui para a redução de outras doenças. É papel das famílias e das escolas, em conjunto, ensinar às crianças a escolherem conscientemente, desde muito pequenos. Eles têm condições de optar, sim, pelos legumes e frutas, desde que sejam incentivados a gostar desses produtos. Claro que os congelados, os conservados e processados facilitam muito a nossa vida. Mas é preciso olhar com atenção para a saúde, principalmente na infância, quando o corpo está se desenvolvendo e o paladar, se educando. Neste sentido, ações como a semana da alimentação saudável, ou atividades pontuais, como a desenvolvida na escola Jacob Haubert, na localidade do Sobrado, contribuem para que o assunto seja discutido desde muito cedo. Com um projeto escolar, um alimento rico em nutrientes, de fácil cultivo e com muitas possibilidades é apresentado aos pequenos. Isso, certamente, fará com que eles queiram provar e aprendam a gostar do alimento, instigando a adoção deste no dia a dia das famílias.

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