Concluindo um processo que teve início antes mesmo de tomar posse, o prefeito Gustavo Zanatta anunciou os nomes dos novos diretores das 20 escolas da rede municipal com mais de cinco servidores. E, apesar de inicialmente a Administração ter anunciado que dos três nomes mais apontados – por professores, funcionários e pais que integram os CPMs e conselhos escolares – escolheria o diretor ou diretora de cada instituição, na prática, o que ocorreu foi o respeito total ao que cada comunidade escolar desejou. O nome mais citado para cada uma das escolas será a nova liderança pelo próximo ano, até que seja possível aglomerar pais e alunos para uma nova escolha.

Em meio a uma época de tantas posses e novos comandos de secretarias e diretorias de governo, é possível que para parte da sociedade esses nomes passem despercebidos. Não deve ser assim. Estes educadores têm grande importância na vida de cada aluno e nas de seus núcleos familiares.

Já seria assim em qualquer ano letivo, mas, em 2021, são ainda mais. Em 2020, no que diz respeito à educação, não podemos dizer simplesmente que este foi um “ano atípico”. Este adjetivo é pobre demais para caracterizar o que nossos estudantes perderam. Sim, houve empenho para minimizar o impacto das escolas fechadas pela pandemia. Mas nada devolverá às nossas crianças o tempo que elas deixaram de trocar conhecimento e interação com os pares e os mestres.

O ano letivo que está por começar, ainda é incerto. Os pais, os alunos e nem mesmo os professores sabem direito como serão os próximos meses. A expectativa é que as salas voltem a estar cheias em breve, até porque a vacinação deve ocorrer nos próximos meses. Mas, mesmo contando com este cenário ideal, precisamos reconhecer que as lacunas deixadas por 2020 seguirão lá e os educadores terão de construir pontes sobre elas.

Muito conteúdo não foi visto e, o que foi transmitido – seja por meio digital ou por apostilas impressas buscadas nas instituições – certamente não foi assimilado da mesma forma como teria sido num ano normal. Terá muito aprendizado do ano passado, dependendo de novas aulas para ser equalizado pelos discentes. Enquanto os docentes se desdobram para colocar dois anos em um.

Vale lembrar que nossas escolas não são apenas lugares de aprender e nossos mestres vão além de educar. Muitas vezes, é na sala de aula que se suprem questões muito maiores como oferecer alimento ou segurança afetiva.

Boa sorte e bom trabalho aos novos diretores e aos que estão sendo reconduzidos às suas nobres missões. Dos seus sucessos dependem as nossas crianças e, destas, o futuro da nossa comunidade. Tomara que em 2021 tenhamos escolas ativas e cheias de aglomeração. Que tenhamos feiras e eventos mostrando muitos trabalhos estudantis e que deixemos para trás o tempo de corredores silenciosos, refeitórios sem cheiro de feijão e pátios sem recreio.

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