Numa cidade em que as opções de lazer são poucas, a reabertura do Café da Estação, no último fim de semana, é uma lufada de brisa fresca. A restauração dos prédios, patrocinada pela Braskem na última década, não apenas está devolvendo à cidade um dos marcos de sua economia, como proporciona ao público um espaço amplo para a convivência, em meio à natureza, e o aproveitamento das diversas manifestações artísticas dos talentos locais. Nesse contexto, o café é mais um chamariz.
Quem faz turismo sabe o quanto é prazeroso sentar à mesa de um café, seja em Buenos Aires, em Roma, Paris ou qualquer outra cidade, como Gramado, e observar os visitantes, os nativos, seus hábitos e comportamentos. Montenegro certamente não pode ser comparada a estes “endereços”, mas há muita gente vivendo aqui que merece desfrutar uma cidade mais limpa e acolhedora. A Estação é um bom exemplo de que o poder público pode colaborar – e muito – para tornar isso realidade.
Torcemos para que a reabertura do café seja valorizada pela prata da casa, para que não percamos esse importante investimento e o espaço volte a fechar porque se tornou inviável economicamente. E, quem sabe, essa conquista servirá de motivação para que o mesmo ocorra, por exemplo, com o Balneário Municipal Afonso Kunrath, que está fechado há mais de dois anos por falta de ecônomo e por problemas no acesso.
É certo que são problemas difíceis de resolver, mas a comunidade merece o esforço do poder público para viabilizar esta importante – e praticamente única – opção de diversão para os menos afortunados nos meses de intenso calor. Sonhar com uma cidade melhor para todos é um direito de cada montenegrino e um dever daqueles que nos governam. Mãos à obra, então!

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