Diversos jornais publicaram ontem que a Holanda é o primeiro país do mundo a acabar definitivamente com o problema dos cães de rua. A princípio, parece até fake news, já que a multiplicação de animais abandonados é tão grande por aqui que é difícil admitir que não precisa ser assim. Aliás, quem se interessou pelo tema e pesquisou um pouco deve ter ficado impressionado com a simplicidade das ações que resultaram em tamanha conquista.
Ao contrário do que se poderia imaginar, os cães e cadelas que vagavam pelas ruas de Amsterdã e outras cidades não foram simplesmente eliminados ou presos em canis. O que aconteceu foi o desenvolvimento de um programa baseado em três pilares: leis duríssimas para quem abandona os cães, com multas que atingem a casa dos milhares de euros; campanhas de castração e conscientização; além de altas taxas para quem compra cachorros de raça.
Com isso, a Holanda conseguiu evitar a reprodução dos cães que viviam nas ruas, além de fazer com que as pessoas dessem preferência à adoção dos bichinhos até então abandonados. Um belo e inteligente programa, que deveria servir de exemplo para países de todo o mundo.
Não custa lembrar que, por aqui, há cerca de dez anos, a Prefeitura repassava pequenas quantias anuais para as entidades de proteção aos animais esterilizarem os machos e fêmeas sem dono. Por um bom tempo, a população de animais de rua esteve sob controle. Infelizmente, como quase tudo que dá certo neste país, a iniciativa foi abandonada. Agora, a discussão gira em torno da criação de uma casa de passagem com clínica onde os bichinhos feridos possam ser tratados, para posterior adoção. Grande ideia, mas só isso não basta. Os holandeses já sabem.

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