A notícia sobre os percentuais que caberão a cada um dos 497 municípios na arrecadação do ICMS em 2019, deixou ao Vale do Caí um índice positivo. Os mais pessimistas dirão que é apenas 3,11%. Mas, em tempos difíceis, todo e qualquer índice positivo é motivo de comemoração. É sinal de que, frente a outras regiões, nossa economia – com toda a sua valiosa diversificação – tem força para superar as dificuldades que enfrentamos.
Se considerada a área de cobertura do Ibiá, o principal destaque ficou com a cidade de maior população: Montenegro. Essa, que também é a mais populosa, registrou salto de 0,713071 em 2018 para 0,756885 em 2019, ou seja, uma elevação de 6,14%. Pareci Novo e São José do Sul também tiveram aumento do IPM e garantiram repasse maior do Imposto. Os dados negativos, na região, ficaram com Maratá e Brochier.
Mesmo com as dificuldades específicas de alguns municípios, que devem averiguar o que ocasionou as quedas, vale odestacar que regionalmente receberemos mais recursos. Aliás, trata-se de um retorno de dinheiro, já que este saiu do bolso dos consumidores.
O ICMS sozinho responde por metade dos repasses estaduais e federais as cidades. Quem lê esses percentuais pode não perceber, mas são deles que dependem a oferta de serviços de saúde, educação e infraestrutura. Do asfalto ao posto de saúde, da merenda escolar até a coleta de lixo. Cabe à população fiscalizar o bom uso dos recursos.

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