O tempo não passa, corre. Sobretudo quando as necessidades são muitas. E, por mais difícil que seja, a única alternativa para resolver as muitas demandas é correr de forma mais ágil que ele. Esse é o desafio dos prefeitos que assumiram em 1º de janeiro e acabam de completar 100 dias de governo. Em Montenegro, nestes três meses, muitos anúncios foram feitos, alguns projetos surgiram, ideias foram levantadas, mas os resultados concretos ainda não são vistos pela população. Aparentemente, será necessário apertar o passo e acelerar para vencer tudo o que foi projetado.

Alguns temas dominaram os últimos meses no que diz respeito à administração pública. O principal projeto que vemos acontecer na prática é o “Cidade Limpa” que visa a manutenção de serviços básicos e também o incentivo para que cada habitante faça a sua parte. Mas existem outras pautas, muito importantes, que estão estacionadas na burocracia do serviço público. A construção das rótulas da RSC-287 talvez seja o melhor exemplo desta demora. É natural que uma necessidade de mais de 40 anos anunciada pelos gestores gere ansiedade nos montenegrinos. A troca da dívida de R$ 3,17 milhões que o Estado tem com o Município por prédios públicos que poderiam ser aproveitados pela administração ou vendidos para gerar caixa e colaborar na construção do Centro Administrativo é uma possibilidade anunciada ainda em janeiro, mas também em compasso de espera. Assim como podemos citar alguns outros velhos problemas que, na prática, não avançaram aos olhos da população, como é o caso da construção da EMEI do bairro Centenário, que segue sendo um esqueleto apenas.

É claro que apenas um quarto do primeiro ano de governo se passou e os primeiros 100 dias são, naturalmente, de muitos projetos lançados e poucos concluídos. É preciso projetar bem, para concluir corretamente. Mas não podemos nos permitir que a burocracia torne um rico conjunto de projetos num emaranhado de propostas sem conclusão. É bom ver os primeiros passos de um governo de jovens entusiastas serem dados. A comunidade enxerga neles a possibilidade de uma nova cidade e acredita na solução de muitos antigos problemas. Mas a população quer aplaudir a concretização, a inauguração, o passo final. E conforme os dias, meses e anos passam, a cobrança aumenta.

Que o prefeito Gustavo Zanatta, seu vice Cristiano e toda a equipe tenham isso em mente. Daqui em diante, terão de olhar para frente, é claro, mas também precisam manter olhos atentos no retrovisor. Porque parte das suas histórias como gestores do maior município do Vale do Caí já foi escrita e será constantemente avaliada pela população.

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