As sessões plenárias da nossa Câmara de Vereadores, realizadas nas noites de quintas-feiras, têm servido bastante para que eu possa compreender melhor a respeito das principais demandas de Montenegro. O Legislativo local tem se mostrado, a meu juízo, bastante empenhado em produzir debates sobre os temas mais urgentes e polêmicos que necessitam de intervenções do poder público. E isso é bom. Foi com esse objetivo mesmo que elegemos nossos edis e o mandatário maior, o Prefeito. Portanto, quando acompanho, in loco, na Câmara Municipal, aos pronunciamentos e discussões, torna-se mais fácil, depois, saber dos porquês de algumas resoluções serem mais difíceis do que outras.

Um imbróglio que deve gerar ainda muita dor de cabeça e desgaste é o indigesto e expressivo corte no repasse do Governo do Estado para o Hospital Montenegro. Por iniciativa e decisão do Governo estadual, com a criação do denominado “Programa Assistir”, que no caso do que se prevê para Montenegro mais apropriado seria se chamasse “Programa Desassistir”, haverá uma redução gigantesca no repasse de recursos para o Hospital Montenegro 100% SUS, diminuição esta de R$ 1, 4 milhão por mês. Concretizada, é inequívoco que tal iniciativa engessará e inviabilizará por completo o atendimento do nosso nosocômio. Evidentemente, pois, que esse é um fato gerador de enorme apreensão e, para o qual, noto que o Parlamento local, tanto na esfera legislativa quanto executiva, vem se empenhando em encontrar alguma boa alternativa. E, penso isso deva se estender pela via judicial.

Outro tema bastante espinhoso é a proposta de instalação de mais um novo pedágio nas cercanias da cidade, no caso, inicialmente prevista para a localidade de Muda Boi. Ao que parece já lograram os esforços do executivo e legislativo em conseguir que essa nova praça de cobrança não seja no local primeiramente escolhido pelo Governo do Estado. Contudo, e até onde avançou esse embate, o que se sabe é que de qualquer maneira há a intenção de entregar para a iniciativa privada a gestão da RSC 387 no trecho do município, do que resultaria então, obrigatoriamente, a instalação dessa segunda praça.

As gestões públicas são muitas vezes engessadas e tornadas mais difíceis, em decorrência de uma série de exigências legais e burocráticas que, muito embora objetivando primar por transparência, legalidade e austeridade, acabam impondo uma gama enorme de requisitos que, não raro, confrontam-se entre si, não se harmonizam quando buscadas as satisfações de tarefas de competências de cada um dos entes públicos, gerando omissões, impasses e longas esperas por parte da sociedade em geral, posto que, nas diferentes esferas de poder, município, estado e união existem interesses nem sempre comuns e obstáculos jurídicos ou entraves outros de vieses distintos, mormente, na aparência escrita e formal estejam em harmonia. Mas não estão.

Queremos passarelas e sinaleiras nos pontos nevrálgicos de acesso à cidade e de extremo tráfego de veículos, onde são recorrentes os acidentes e, para isso, exigimos agilidade e boa vontade dos demais entes públicos, Estado e União, no que a estes compete.

E atendimento qualificado em saúde, ao invés de cortes orçamentários mal explicados. Montenegro merece maior consideração e respeito por parte do Estado.

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