Eu gostaria de fazer uma análise diferenciada, em relação àquelas costumeiramente deflagradas na mídia, sobre o quesito violência no Brasil e no mundo.

Existe uma questão sócio-econômica envolvendo as famílias de um modo em geral. Estatisticamente falando, constata-se que as famílias abastadas têm, em média, de um a dois filhos. Nas famílias pobres, ou até em situação de miséria, a projeção é de quatro, seis ou mais filhos.

Isto representa que a tecnologia moderna e os usos e costumes chegam onde há recursos humanos e financeiros e não alcançam aqueles que vivem em situações precárias. Obviamente isso vai gerar um submundo nas periferias das grandes cidades, onde também todos precisam se alimentar, ter hábitos de higiene e condições humanas de sobrevivência.

Em isso não acontecendo, essas pessoas, que também são cidadãos, naturalmente vão procurar outros meios de poderem sustentar as suas famílias, na maioria das vezes, ilícitos. Daí a partir para a violência é uma questão de tempo.

Tenho me manifestado, já em outras ocasiões, que a densidade demográfica no mundo é um mal que assola o ser humano. Já em outros tempos o ambientalista francês Jacques Custeau afirmava que o planeta Terra é uma nau que tem capacidade para comportar 2,5 bilhões de habitantes humanos. O que vamos dizer quando constatamos que atualmente estamos próximos a somar 8 bilhões de habitantes sobre a face da Terra?

Estamos diante de uma situação inadministrável sob todos os pontos de vista. Se no Brasil as cidades crescem morro acima de forma desordenada e subumana, o que dizer dos refugiados da Síria, Turquia e outros países, onde seres humanos (seres humanos?) fogem das guerras como os animais acuados pelo incêndio de suas florestas?

A dignidade de viver está severamente sob o jugo da violência e não se vislumbra, a curto prazo, qualquer tipo de solução emergente.
É preciso estancar celeremente este processo de crescimento caótico da humanidade, sob pena de submergirmos num redemoinho sem chance de voltarmos à tona e retomarmos o caminho da dignidade e da cidadania.

Roque Colling
Aposentado

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