Carlos Eduardo Vogt
Enfermeiro

Ou seja, até agora não era!
Ninguém enxerga o leão que matamos por dia para levar comida à mesa.
As pessoas não estão nem aí se não dormimos três, quatro dias.
Somos peças substituíveis.
Uma chegou à exaustão, pega outra!
É senhor ministro, é fácil ser o que o senhor é e ver a vida colorida ganhando o que ganha, sentado em um trono logo abaixo do rei.

É hipocrisia conclamar a enfermagem agora, se todos os dias estamos ali, na linha de frente, expostos a tudo!
Se o ministro não sabe, faça um cursinho antes de falar este tipo de coisa.
Talvez não saiba também que podemos ver a família uma ou duas vezes no mês, quando a folga coincide com os finais de semana, pois a carga horária de um profissional de enfermagem passa de 400h/mês.
Senhor ministro, o senhor sabe a incidência de suicídios entre profissionais de enfermagem?

Tente passar o mês com nosso salário, fazer o que fazemos e ainda ter saúde mental para sair de casa feliz da vida e ter uma vida ao lado da família.
Lamentavelmente, entram e saem governantes e a coisa só piora para a enfermagem.
Antes, hospitais contratavam para jornada de 36h de trabalho semanais. Agora, para 44h semanais. E existe uma PL, escondida a sete chaves, na câmara para que sejam 30h semanais, devido ao desgaste absurdo que sofremos, emocional e físico. Mas não é de interesse baixar nossa carga horária.

Mas como sempre digo, o mal da enfermagem está nela mesmo.
Os colegas em vez de se unir, preferem ficar sentado falando uns mal dos outros.
Daqui um tempo as contrações serão para 50h/ semanais, com remuneração de 20 horas e acabou ter dois empregos.
Pensem nisto!
Mas segundo o Mandeta, super ministro da saúde AGORA SOMOS ESSENCIAIS. Quando acabar este circo de COVID19, voltaremos a ser o bom é velho lixo da saúde.

Lamentável!
E quando falo bom e velho lixo, é para levar a risca. Ignorantes acham que somos escravos, que não temos vida e que devemos estar sempre sorrindo e à disposição para fazer o que bem quiserem.
Somos um lixo, pois nos permitimos assim ser, lixos da saúde. Nos menosprezamos quando, nossa classe unida, elegeria um presidente, deputados…

Mas como falei, é melhor ficar com a bunda sentada na cadeira falando mal do colega do turno anterior e dos que virão no próximo turno.
Parabéns para nós!
Segundo o ministro da saúde, agora a enfermagem é essencial.
Ou seja, até agora não era!

Ninguém enxerga o leão que matamos por dia para levar comida à mesa.
As pessoas não estão nem aí se não dormimos três, quatro dias.
Somos peças substituíveis.
Uma chegou à exaustão, pega outra!
É senhor ministro, é fácil ser o que o senhor é e ver a vida colorida ganhando o que ganha, sentado em um trono logo abaixo do rei.

É hipocrisia conclamar a enfermagem agora, se todos os dias estamos ali, na linha de frente, expostos a tudo!
Se o ministro não sabe, faça um cursinho antes de falar este tipo de coisa.
Talvez não saiba também que podemos ver a família uma ou duas vezes no mês, quando a folga coincide com os finais de semana, pois a carga horária de um profissional de enfermagem passa de 400h/mês.

Senhor ministro, o senhor sabe a incidência de suicídios entre profissionais de enfermagem?
Tente passar o mês com nosso salário, fazer o que fazemos e ainda ter saúde mental para sair de casa feliz da vida e ter uma vida ao lado da família.
Lamentavelmente, entram e saem governantes e a coisa só piora para a enfermagem.

Antes, hospitais contratavam para jornada de 36h de trabalho semanais. Agora, para 44h semanais. E existe uma PL, escondida a sete chaves, na câmara para que sejam 30h semanais, devido ao desgaste absurdo que sofremos, emocional e físico. Mas não é de interesse baixar nossa carga horária.
Mas como sempre digo, o mal da enfermagem está nela mesmo.
Os colegas em vez de se unir, preferem ficar sentado falando uns mal dos outros.
Daqui um tempo as contrações serão para 50h/ semanais, com remuneração de 20 horas e acabou ter dois empregos.
Pensem nisto!

Mas segundo o Mandeta, super ministro da saúde AGORA SOMOS ESSENCIAIS. Quando acabar este circo de COVID19, voltaremos a ser o bom é velho lixo da saúde.
Lamentável!
E quando falo bom e velho lixo, é para levar a risca. Ignorantes acham que somos escravos, que não temos vida e que devemos estar sempre sorrindo e à disposição para fazer o que bem quiserem.
Somos um lixo, pois nos permitimos assim ser, lixos da saúde. Nos menosprezamos quando, nossa classe unida, elegeria um presidente, deputados…

Mas como falei, é melhor ficar com a bunda sentada na cadeira falando mal do colega do turno anterior e dos que virão no próximo turno.
Parabéns para nós!

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