Já sabemos que as redes sociais definem uma eleição. Assim elas podem ser mal utilizadas, como no caso do facebook que entregou ou vendeu dados para uma empresa especializada em influenciar eleições ao redor do mundo. Lembremos da última eleição dos EUA. Ao mesmo tempo somos metralhados por notícias falsas (fake news) o tempo todo, distorcendo realidades. Mas o virtual está intrinsecamente ligado ao nosso cotidiano. Não mudaremos isso. Como então não ser influenciado negativamente? Ter argumentos próprios, ter inteligência para discernir entre o que acreditamos ser melhor para nós e nosso país, ainda é o caminho mais seguro de definir o voto.
Outro fator importante, senão essencial, se resume numa frase de autoria de um amigo, jornalista em Encantado, Milton F. Weizenmann, publicada no facebook: “ Paz nas redes sociais, aqui não se ganha eleições, só se perde amigos…”. No momento que vivemos, o acirramento de ideias está cada vez maior, chegando ao descontrole emocional de muitas pessoas. Parece que não se pode mais emitir um pensamento sem ser apoiado por uns e atacado por outros. Meu pensamento é meu pensamento, pronto. Posso mudar ele ao longo do tempo? Claro que sim. Mas isso não autoriza ninguém a defenestrar aquele que emite sua opinião. Vejo pessoas eliminando, bloqueando amigos no face, porque não concordam com seu modo de pensar. Outros são eliminados da rede social porque foram grosseiros e mal-educados. Neste ponto concordo que faz bempara a sua saúde excluí-los.
Mas ao mesmo tempo que vou selecionando meus amigos, permitindo apenas acesso àqueles que pensam igual a mim, estou começando a viver numa bolha, num mundo irreal, “emburrecendo” meu mundo e minhas interações sociais. No mundo real teremos sempre o contraditório convivendo ao nosso lado, e temos que saber lidar e conviver com ele. Por isso o respeito é tão essencial.
Hoje nos deparamos com idiotas atacando o contraditório, chegando às vias de fato muitas vezes, quando o que precisamos é apenas de um ser político e politizado. Mais uma vez, a educação é essencial. Se fôssemos um país de cidadãos cultos, onde se investiria pesado em educação, tenho a absoluta certeza que estaríamos num patamar de gente mais civilizada, para definir o futuro de nosso país. Jamais gostaria de ver meu Brasil“venezuelado” , muito menos no oposto radicalizado.

Ivanor Henrique Dannebrock
Gestor Educacional

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