Tempos difíceis, pedem medidas desesperadas…Há um ditado, provérbio ou dito popular, que fala algo semelhante, parecido ou, na pior das hipóteses, pode ser coisa da minha cabeça.
Fato é que, vivenciamos hoje tempos bastante difíceis e algumas pessoas vem adotando na forma de falar, pensar e até mesmo agir, medidas que considero extremas e dependendo, nocivas ao coletivo e aí, acho que as coisas não tornam-se saudáveis.
No cenário atual, não posso ser gremista sem que, colorados disputam algo e falem que estou errado em torcer para o azul, pois existem diversos motivos. Não posso ser colorado, já que gremistas mais fervorosos vão querer me condenar à morte, simplesmente por pensar que meu time é o melhor.
E hoje não é mais como antigamente, onde um “tapinha” no braço e a boa e velha corneta norteavam os jogos. Não mais existe disputa salutar em que amigos sentavam à mesa e riam daquele que perdia o jogo e não raras as vezes que gremistas puxavam carroças com colorados e vice-versa.
Nos tempos atuais, há o discurso de ódio.
Ludicamente falando, para não entrar nos méritos, funciona mais ou menos assim:
Um gremista quer respeito, por ser gremista, mas ofende acintosamente uma pessoa ou um grupo de pessoas que pensa diferente dele e quando a coisa inverte, ou seja, o colorado o ofende, o gremista aos gritos, brada palavras de ordem, se faz de coitado e cobra todo o respeito que merece. Afinal, todo e qualquer ser vivo merece ser respeitado.
E há também, as divisões, que cada vez mais afastam o torcedor de seu time: Raça Tricolor, Geral, Camisa 12, Força Jovem… cada um, querendo puxar a “brasa para seu assado”. Ao meu ver, acaba o prazer pelo ato de torcer e fica a obrigação em defender o lado que mais favorece. Se cada torcida criar leis próprias, não teremos mais um estatuto de dois times, teremos diversos estatutos, dentro de um ambiente que muitas vezes não consegue seguir as regras do ser gremista ou colorado…
Quando mais dividimos, menos agregamos. Quanto menos agregar, menor será a força do torcedor em poder torcer pelo seu time, já que antes do time, vem a torcida, muitas vezes os membros do alto escalão da torcida e assim por diante.
Inter e Grêmio ficam de lado e dão espaço para diversos conflitos, ora internos, ora externos, mostrando assim a fragilidade de ambos os clubes.
Quem perde com isso?
O eleitor…
Ops!
Digo: o torcedor.

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