Se alguém te oferecesse R$ 500,00 para fazer algo errado, sem prejudicar ninguém, tu farias? E se o valor fosse maior, tu farias algo ruim para alguém?
Estamos vivendo um momento em que muitos falam em honestidade e moralização, mas será que, de fato, aqueles que querem moralizar o mundo têm moral para serem moralistas?
Redundâncias à parte, será que o simples fato de burlar a fila do mercado não parece algo desonesto? Ultrapassar o sinal vermelho quando se está com pressa não é algo desonesto? Aquela caneta que está em cima da mesa, que sei não ser minha, quando “cai” em meu bolso, é honesto?
São pequenas coisas que acontecem no dia a dia que aparentemente não têm importância, mas que, no somatório, fazem uma grande diferença.
Pode parecer besteira furar uma fila, mas é desrespeitoso com quem também está esperando chegar a hora de ser atendido. O que dizer de quem ultrapassa um semáforo com a luz vermelha acesa? Além de imprudente, está colocando a vida de pessoas em risco. E a caneta que está lá? É só uma caneta, afinal! Mas é de alguém…
Quem não respeita as pequenas coisas não respeitará as maiores. O bom e velho “jeitinho brasileiro”, que muitos condenam, acaba sempre presente em nossas vidas. Parece fazer parte de nós.
Talvez você, que está lendo este texto, possa pensar que isto é bobagem e que honestidade é muito mais do que uma simples caneta…
Não é!
Não se trata de uma caneta ou de furar o sinal.
Trata-se de índole.
Muitos pensam que, quando ninguém está vendo, não há desonestidade.
Com esta forma de pensar, no apagar das luzes, estamos vivendo hoje o escárnio de nossa sociedade, sendo roubados, furtados, desrespeitados e o pior, achando isto tudo normal e rotineiro.

Carlos Eduardo Vogt
Enfermeiro

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