Cássio Brito
Contador, Professor e Pensador

É importante nos provocarmos a responder perguntas complexas…
Poderia responder que a Vida é um complexo funcionamento de atividades físico-orgânicas, em harmonia com a finalidade do corpo, cujo princípio fundamental é a eternização do organismo.

Poderia ainda responder que é um presente de Deus, que, em sua sabedoria infinita, nos oportuniza estar nesse plano, aprendendo e se desenvolvendo junto aos nossos irmãos.

Poderia ainda responder que a vida é eterna, sempre existiu e sempre existirá, nesse ou em outro plano, nessa ou em outra dimensão, porque somos seres atemporais em busca de melhoria contínua…
Bem, poderia responder de milhares de maneiras diferentes, sob óticas ou contextos variados e, ao final, ainda não teria certeza sobre o que é a vida.

Prefiro olhar a pergunta de outra maneira.
Ao pensar sobre a vida, de maneira profunda, alcanço áreas de meu cérebro que não costumo visitar, pondero sobre as variáveis dessa pergunta e, como consequência desse exercício, expando um pouco mais o que conheço sobre mim e sobre o universo.

Sou forçado, pela busca da resposta, a me colocar no contexto científico da vida, no magnetismo e nas descargas elétricas em nosso cérebro ao enviar mensagens para nossos órgãos, de maneira consciente ou não, tentando encontrar o equilíbrio em um corpo castigado pelo tempo e pelo mau uso. Me coloco no contexto filosófico da vida e suas interrelações com tudo e com todos, na incessante transferência de energias, conhecimentos e mensagens… posso ainda me colocar na posição espiritualista da pergunta e meus relacionamentos com Deus, comigo, e com minhas crenças particulares. Posso ainda divagar dessa pergunta para outras ainda mais profundas e repletas de símbolos e mistérios.

Ao tentar encontrar respostas para perguntas como essa, de fato, exerço a reflexão que expande meu pensar e, consequentemente, meu existir. Me levando a encarar a dura verdade universal: existem perguntas que, mais importante que as respostas, a forma como tentamos responder é o que de fato vale a pena.

Ao vagar pelos diferentes espaços de minha alma, acesso um conteúdo íntimo que é somente meu, fruto de quem e do que eu sou. Tenho, enfim, a certeza de que sou pequeno frente ao conhecimento pois, como muitas outras verdades da vida, acredito saber a resposta dessa simples pergunta, mas não consigo resumir de forma consciente em palavras essa resposta. Não tenho disponível o acervo intelectual que me capacita traduzir de forma clara o que vem a ser a vida, gerando em mim a inquietude necessária para continuar a me perguntar: o que é a vida?

Todavia, recomponho-me calmo em meu seio, sereno por saber que a resposta existe e está no acervo misterioso de conhecimentos que se esconde sob o véu do superficialismo, das vaidades e das crenças. Acessar esse acervo é importante, mas somente com muito exercício podemos romper esse véu e descortinar as respostas para as perguntas intrigantes. O que é a vida, eu sei, mas ainda não consigo responder… ainda!

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