Imagine uma corrida de obstáculos, como as do atletismo, reunindo participantes de vários estados: todos disputam quem chega na frente e buscam os melhores resultados. O percurso é sempre desafiador. Requer preparo intenso, processos organizados e simples, determinação, equipe unida e mirando no mesmo horizonte — o melhor resultado. Mas, para alguns estados, o trajeto é mais complexo, os processos são mais demorados e possuem mais etapas. E aqueles que têm melhor preparação e foco chegam primeiro.

 A imagem simboliza a dinâmica da competitividade em nossa economia. Empreendedores, produtores, trabalhadores, profissionais liberais: por mais que prestem um excelente serviço, há fatores externos para seu êxito ou insucesso. O Rio Grande do Sul está ficando para trás nessa corrida. A oitava posição no Ranking da Competitividade dos Estados do Centro de Liderança Pública (CLP) nos constrange, e a 19ª em infraestrutura é muito dolorida para um Estado que já esteve entre as primeiras nesse setor.

 A competitividade é medida e avaliada por vários indicadores e temos de melhorar as condições do Estado no geral. Temos muito a avançar em áreas como educação, saúde, segurança, infraestrutura e inovação, quesito onde o RS já ocupa o segundo lugar no cenário nacional. É preciso ainda simplificar e desburocratizar processos, avançar nas concessões e nas privatizações e implementar a cultura da boa-fé com os empreendedores. Além, é claro, de redimensionar a estrutura do setor público. Mudanças como essas vão colocar o Rio Grande em outro patamar de competitividade. 

Na Assembleia Legislativa, assumimos o protagonismo desse caminho. O tema está no centro da agenda de ações de 2020 — compromisso que foi reforçado pelos desafios da pandemia. Com seminários, debates, reuniões e votações, não paramos em momento algum. Reunimos lideranças, políticos e empresários em um verdadeiro centro de diálogo e convergência em um momento que a sociedade tanto precisava.

 No início do texto, usei a imagem de uma corrida de obstáculos, simbolizando a perda de posições para outros concorrentes. A representação de um Estado competitivo se traduz em um esquife, uma pequena embarcação com vários remadores. Para vencer, não basta um herói: é fundamental a sincronia e o protagonismo dos setores público e privado. Trabalhando juntos teremos um caminho mais competitivo.

Deixe seu comentário