Toda a atividade humana deve ter como origem e foco uma disposição interior e exterior para a sua realização. Esse objetivo deve ser motivado e disciplinado para que se alcance, com mais eficiência, as metas buscadas, sejam pessoais, psicológicas, emocionais, financeiras, de produção ou produtividade, usando o esforço dirigido ou criativo.

Mas num mundo ao mesmo tempo com poucas oportunidades e também acelerado, na busca de resultados imediatos ou imediatistas, nem sempre se consegue buscar e assimilar os elementos que deem motivação e determinem a exata disciplina para essa busca, incessante e necessária, que o meio exige.
Num assunto que é tratado com embasamento científico e operacional, por psicólogos, gerentes de pessoal, especialistas em gerenciamento, motivadores, professores e tantos outros profissionais, na condução e relacionamento humanos, com a necessária e competente pedagogia, é fundamental que se tenha, ao mesmo tempo, a motivação e a disciplina para se atingir os objetivos, desejados ou impostos.

A motivação é um atributo, visando um objetivo e leva a dispender tempo e energia para um fim específico, buscando e usando meios para essa consecução.

Dentre esses elementos pode-se relacionar, em vista da busca, elementos internos, como a confiança, o otimismo, a tenacidade (garra), o entusiasmo, a resistência, o pensamento positivo e o cuidado para não esmorecer. Dentre os elementos externos estão o meio, os parentes, os colegas, o ambiente. Tudo o que está em nós e o que nos cerca deve influenciar positivamente para a realização e não para o esmorecimento. Também é importante, periodicamente, fazer uma análise (feedback) para certificar-se dos passos e seus resultados. Nessa verificação deve-se ter indicadores que possam propiciar um ampliar, reduzir ou manter, isto é, adequar às diferentes situações que o contexto apresenta.

Mas o importante é que, junto com a motivação, se tenha ou se busque um disciplina capaz de manter a caminhada viva e eficaz. Pouco adianta ter uma motivação para uma meta se não colocar regras e normas que façam, de modo ordeiro e confiante, buscar o alvo, com competência e resultado. Não se pode perder a vontade, a determinação, a organização com metodologia, a vibração pelos feitos, não em sentido de vaidade ou presunção, mas com a consciência de um dever cumprido e o resultado que se almeja.

Dentre os elementos que podem tirar a motivação e a disciplina estão o pessimismo, como o não adianta, não funciona, não vai dar certo, não leva a nada, valores que levam a ser inertes, medíocres e frustrados. Só se chega a um resultado matemático fazendo as operações e os cálculos. Pode-se parar, desistir, errar, mas é necessário fazer a experiência, com os suportes necessários, avaliações convenientes e sem senso de culpa.

Pode se analisar esse conteúdo apenas para quem tem formação, estudo, graduação, mas ele vale para todo e qualquer experimento, trabalho, prática esportiva, lazer e diversão. Quantos analfabetos ou pouco letrados, que nunca ouviram falar de Pitágoras, Newton, Bhaskara,de combustão, de metros quadrado e cúbico, de cateto e hipotenusa,e por observação ou curiosidade, se tornaram exímios mecânicos, construtores, pintores, atletas e as mais variadas profissões, que são fundamentais para a humanidade.

Aprender sempre é o alvo do ser humano. Tudo é difícil até que se aprende. Aí fica fácil ou, ao menos, administrável.

Nicolau Alvísio de Oliveira
Contador

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