Ontem acabei de ler o livro O Silêncio da Montanha, de Khaled Hosseini. Uma história interessante e cativante, escrita com maestria por este autor que já havia me cativado pelo seu primeiro livro, o Caçador de Pipas. O livro mostra a história de alguns personagens que vivem a dor do desencontro e do reencontro.
Após essa leitura, passei a refletir a respeito de nossa vida, de nossa existência e a importância dos momentos que vivemos. E sobre como somos sujeitos dependentes do tempo. Esse nos pega pela mão e nos arrasta em sua caminhada ao infinito e nós nos sentimos frágeis e vulneráveis, pois somos finitos. Como se fôssemos uma criança pequena, levada pela mão, de arrasto, por um adulto de passos largos, obrigados a percorrer o caminho que devemos andar.
Nosso passado, por mais que queiramos, não voltará e, talvez, o futuro que desejamos nunca chegue. O que realmente importa é o presente que vivemos. Nesse, sim, podemos viver, sonhar e tentar realizar. O tempo continuará a nos empurrar para o desconhecido. É claro, podemos olhar para trás e sentir orgulho, remorso, nos sentirmos bem ou mal. Podemos projetar nosso futuro, mas esse é incerto e dependente do tempo que transcorrerá. Ele virá independente de nós. Sabemos que, na vida, tudo tem seu tempo. Temos o de nascer, o de viver e o de morrer.
Por isso, devemos ser felizes no presente, esquecer as coisas ruins do passado e termos fé de que o futuro será melhor. Se não pensarmos assim, perderemos o interesse de viver, os momentos bons, o que sentimos por alguém de bom. O que nos faz felizes deve ser valorizado e praticado no agora. Devemos fazer de cada segundo um minuto, de cada minuto uma hora e de cada hora uma eternidade de satisfação em viver. Deixar o tempo vir e fluir junto conosco. Escolhamos, pelo menos, o nosso caminho e, com o tempo, vamos percorrê-lo sem medo.

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