Rio Grande do Sul, 20 de setembro de 2017.
Excelentíssimo senhor governador
Não sou formada em Ciências Políticas, mas sou formada em Ciências da Comunicação e, como tal, uso as palavras para escrever e alertar Vossa Excelência.
Sei que nosso Estado está em crise econômica e entendo que queira reerguer nosso Pampa. Porém, como gaúcha, tenho percebido que o Executivo vem sendo massacrado através de rechaços financeiros e parcelamentos. Entendo e concordo com o senhor, pois, dos três poderes, Legislativo, Judiciário e o Executivo, este último não dá lucro ao Rio Grande do Sul.
Caso houvesse um parcelamento do Legislativo, correria o risco de não ter suas propostas para melhorar nosso Rio Grande votadas a favor deste Governo; ou se acaso o Judiciário tivesse um rechaço, talvez muitos processos contra o Estado teriam ganho de causa dado pelos senhores juízes.
E, claro, o Executivo, representado pela classe de professores, policiais e funcionários; como escrevi, só dá despesa. Esta medida tomada pela sua equipe é de grande aplicabilidade, pois parcela os salários daqueles que geram uma folha de pagamento muito alta, segundo sua equipe, e que é responsável pela crise nesta terra; e, acima de tudo, não oferecem risco nenhum, pois não geram receita para seu governo.
Senhor, se o Estado é um e todos têm amor ao nosso Rio Grande, cada um dos Poderes não deveria doar-se para um Rio Grande do Sul melhor? Afinal, como gaúchos, aprendemos desde pequenos a compartilhar o chimarrão, a dança e o churrasco. Também como brasileiros aprendemos que somos iguais perante a lei.
Mas não tem funcionado assim, não é mesmo senhor José? O senhor tem usado a mídia para desmerecer o Executivo e nosso Estado está sem os serviços básicos como educação e segurança. Mas fico me questionando e, como não cursei Ciências Políticas… saúde e educação não são serviços que o Estado deve como contrapartida a nós, cidadãos, por que pagamos impostos?
A Educação entregou ao senhor a responsabilidade sobre o ano letivo 2017. Como governador, é o único responsável pelo seu término de forma a que possa beneficiar os estudantes… e muitos precisam de seus certificados para prosseguir. Trabalhador, em lugar algum, trabalha sem receber (…por favor, me conte quem o faz).
Já na Segurança, sabemos que eles não podem se manifestar sob pena de serem punidos ou presos, mas mesmo sem nenhuma palavra, semana passada, num ato único e silencioso, colocaram-se ao lado dos profissionais da Educação, num gesto de cooperação, mostrando solidariedade e força de quem cumpre, dentro do Estado, o seu dever.
Sei também que Vossa Excelência não age sozinho ou é o único responsável. Tem a Assembleia Legislativa como se fosse seus olhos e braços nesta jornada.
Como uma cientista da comunicação, escrevo para que, em tempo, interprete os fatos à luz dos movimentos sociais recentes e analise os impactos dos atos de sua gestão e de nossa respeitosa Assembleia, pois logo terão resultados nas urnas.
Um abraço.

Estela Maria Rodrigues da Silva
Gaúcha e eleitora em 2018

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