O amor é um sentimento que existe de várias formas e tipos, além de ser bastante complexo. Ele pode surgir a partir do ódio ou nesse se transformar. Pode causar felicidade ou até mesmo infelicidade, bem estar ou sofrimento. Histórias românticas são inspiradas por este sentimento tão contraditório, em alguns casos. Entre pessoas de sexos opostos, ele tem uma conotação sexual, associado à forte atração pela outra pessoa, algo ao acaso, sem explicação.
Algumas pessoas não entendem este sentimento e quando não são correspondidas pela outra se tornam, em muitos casos, ameaçadoras, egoístas e possessivas. Acreditam que têm o direito de obrigar a outra pessoa, objeto desse amor, a corresponder este sentimento unilateral com a mesma intensidade. Uma total falta de noção. Para quem ama, a pessoa amada torna-se objeto de desejo e precisa ser possuída de qualquer jeito. Só que pessoas não são objetos, são seres que também possuem sentimentos.
O amor é, sem dúvida nenhuma, um sentimento nobre que representa preservação e respeito à pessoa amada, querendo vê- la feliz e bem, mesmo que não seja correspondido por ela. Cada pessoa tem o direito de ser livre para amar a quem este sentimento aflorar. Se entre elas houve uma relação, mas por algum motivo ou outro, uma delas já não corresponde à expectativa do outro, o que ama deve respeitar e conviver com a rejeição.
Duas pessoas que se amam construirão uma relação duradoura e feliz. Terão como objetivos ter filhos e construir uma vida juntos. E se o amor acabou entre eles, paciência, é preciso seguir em frente, até se encontrar alguém para amar e ser amado. Ou se um deles não mais o sente, não significa que por insistência de quem ama as coisas voltarão a ser como antes. Muitas pessoas, principalmente os homens, não entendem isso e se tornam ameaçadores e, muitas vezes, acabam as agredindo as amadas fisica e/ou psicologicamente e, em alguns casos, até matando. Muitos, após cometerem o homicídio, acabam se suicidando, deixando um eterno sofrimento para as famílias e amigos que ficam sem entenderem tais barbaridades, cometidas em nome do amor.
A mídia está a nos mostrar a todo instante estes crimes, chamados de passionais. É claro, as mulheres, também, os cometem, mas é raro. Aquele eterno clichê sem sentido: se não me amas não amarás mais ninguém. Com certeza, pessoas que assim agem não amam nem a si mesmas. São doentes e precisam de tratamento urgente para não engrossarem as estatísticas policiais. Ainda há aquelas pessoas que amam e acham que são correspondidas e se entregam de corpo e alma. Vivem uma ilusão, uma falsa felicidade, porque o amor que sentem as tornam cegas. A pessoa amada, muitas vezes, se diverte e brinca com o sentimento do outro, tirando proveito. Não se deve confundir amor com paixão, essa tem prazo de validade, se não amadurecer e se tornar amor. E, mais uma coisa, primeiramente é necessário termos amor próprio para depois podermos amar alguém e entender este sentimento em toda sua complexidade e sentido…

Luis Fernando Quaresma
Comissário de Polícia Civil

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