Carlos Eduardo Vogt
Enfermeiro

Ultimamente em nosso país há uma conversa imensa a respeito das armas. Tem gente que defende que o cidadão deva andar armado nas ruas. Tem gente que chora e grita aos quatro ventos que as armas são venenos dentro da sociedade e que deveriam ser proibidas e banidas. Ainda há quem não sabe o que falar até porque não sabe o que acontece ao seu redor.
Eu não condeno quem não goste de armas, da mesma forma que não condeno quem gosta. Meu papel nisto tudo é poder ter a arma que eu quiser ou simplesmente ter nojo delas. O que não dá para fazer é atacar uns aos outros em ferrenhas e ofensivas discussões e esquecer que desarmar o cidadão irá beneficiar única e exclusivamente os bandidos. Eles andam com as melhores armas ou ainda usam os melhores ternos e lutam para afundar o cidadão cada vez mais neste poço, que favorece somente os bandidos, estes “de colarinho” branco.
Liberar as armas vai gerar dúvida no marginal que quiser violar a instituição mais sagrada de alguém: a família! Antes de entrar na minha casa, pensará o ladrão que ali pode ter uma arma e certamente será usada para proteger quem inocentemente descansa para, no dia seguinte, continuar vivendo a vida.
Liberar as armas fará com que o amigo que odeia a pólvora seja beneficiado, já que o bandido não vai saber e pensará antes de invadir a casa, com medo de ser alvejado.
Armas não matam! Já falei neste espaço, inclusive, que quem mata é quem puxa o gatilho. Armas, nas mãos certas, defendem a vida. Uma arma pode salvar muitas vidas, desde que seu dono seja apto a tê-la dentro de casa ou portando ela de forma discreta na rua.
Tirando alguns poucos brasileiros da comunidade civil, hoje quem anda fortemente armado é o marginal, que compra a arma que desejar, ilegal e atira sem dó nem piedade na cara do bondoso cidadão, da mesma forma que os políticos cospem na cara deste mesmo pobre brasileiro, que só gostaria de poder se defender e defender aqueles que ama.
Antes de criticar quem defende as armas, seria legal estudar e ver que as armas trazem, muitas vezes, a segurança que é para todos. Basta pensar que vivemos em um país livre, mas que está dando liberdade à libertinagem. E libertinagem é algo bem diferente do que liberdade. Mas infelizmente é o retrato do Brasil atual.
Enquanto bandidos de todos os tipos nos usurpam, ficamos de braços cruzados, esperando a sorte nos dar a oportunidade de chegar em casa cansados de tanto trabalhar, para ter a sorte de poder descansar em paz para, no dia seguinte, ter a sorte de repetir tudo novamente e ficar vivo.

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