Já está virando rotina começar meus textos falando do delicado momento em que vivemos. Desde que me conheço por gente, não faz muito tempo, mas desde que me recordo, este é um dos momentos mais sensíveis da história do brasileiro.
Estamos vivenciando hoje o momento do “nada pode” e “nada é certo”. Junto disto, a verdade absoluta é aquela que achamos ser e não a que deveria estar escrita na Constituição, que ao meu ver é um amontoado de papel que não serve para muita coisa, já que lá existe o norte, mas as pessoas insistem em ir para leste, oeste, sul…
Um assunto que está gerando polêmicas e mais polêmicas é a flexibilização da posse de armas para o cidadão de bem. Nada mais do que desburocratizar um pouco a compra de armas de fogo para aqueles que desejam ter um meio para poder defender sua propriedade e sua família. Vejam bem, caros leitores, defender a propriedade. A posse de arma de fogo permite apenas que o dito cidadão de bem possa ter uma arma de fogo guardada dentro de sua casa.
Porte de armas não está em pauta ainda e é uma outra questão. Quem tiver direito à posse e for pego andando armado será preso por porte ilegal de armas. Simples assim.
Eu defendo, como amante e admirador das armas de fogo, que todo cidadão, desde que capacitado, possa andar armado de forma discreta. Um cidadão armado, devidamente treinado, é um braço forte que poderá salvar a vida de alguém que esteja sendo ameaçado por um bandido.
Mas, voltando ao foco, penso que ninguém será obrigado a comprar armas e, se não as quiser ter, basta não ir às lojas comprar. Liberando a compra de armas para os que assim desejam, o bandido terá, se pouco inteligente, a dúvida antes de tentar invadir uma propriedade. Pois agora poderá ser abatido enquanto tenta violar o que há de mais sagrado para uma pessoa de bem: sua família.
Quem é contrário ao armamento também irá se beneficiar, se não colocar um banner na frente de sua casa fazendo propaganda contra o armamento, pois quem possui armas não sai falando que tem, mas certamente, se preciso, fará uso dela, sem dó nem piedade.
Assim sendo, pergunto: armar por amor ou armar-se de amor?
Precisamos sim, nos armar de muito amor, mas quando o amor não puder nos salvar, uma arma poderá ser a melhor forma de amor para defender aqueles que amamos.

Carlos Eduardo Vogt
Enfermeiro

Deixe seu comentário