Carlos Eduardo Vogt
Enfermeiro

Contrariando tudo e a todos e por um milagre divino, acordei antes do despertador começar a apitar 8000 vezes. Até pensei em esperar ele fazer seu trabalho, mas lembrei do combinado da noite anterior. Chamei a Fernanda, que levantou com um sorriso lindo no rosto, me deu um caloroso bom dia – isto não aconteceu – e fomos tomar café.
Ao chegar na cantina da pousada, deparamo-nos com uma farta mesa, cheia de delícias feitas na hora. Barriguinhas cheias, hora da ação.
Após as preparações, fomos em direção a Bom Jardim da Serra, cidade que fica no topo. A estrada sinuosa não parecia, ao meu ver, com nenhuma outra subida de Serra que já havíamos feito até então, até lermos uma placa com os dizeres: “Aqui começa a Serra do Rio do Rastro”.
A primeira curva mostrou que seria uma aventura bem interessante. Pegamos pouco movimento, o que ajudou bastante. Curvas em aclive que não tenho como descrever, em uma estrada estreita. Pedi para minha navegadora me avisar se avistasse caminhões no sentido contrário, pois nas pesquisas que fiz, todas pediam muita atenção com caminhões e ônibus, que usam a pista inteira para manobrar. Graças a Deus, não pegamos, enquanto em movimento, nenhum veículo grande no sentido contrário.
Paramos algumas vezes para admirar a bela paisagem – sigam no Instagram se tiverem interesse – tiramos fotos e até agora não entendemos como foi possível alguém construir aquela estrada. Não há como explicar a sensação de estar lá. São 16km que parecem 100. A subida toda foi em segunda marcha. Raras vezes consegui usar a terceira e, em alguns casos, fui obrigado a usar a primeira marcha.
Vencida a Serra, com o corpo tenso, fomos ao mirante que há topo. Nos deparamos com simpáticos quatis. Simpáticos e famintos. Em seguida, fomos a São Joaquim conhecer a cidade. A diferença de temperatura não nos deixou muito tempo lá. Optamos pelo retorno, com medo do tempo virar e a descida da serra nos preocupava um pouco.

Deixe seu comentário