Há alguns anos, profissionais da saúde têm escutado um termo que hoje é bastante corriqueiro. A Classificação de Risco, uma ferramenta que veio para facilitar a vida dos trabalhadores da saúde e, principalmente, fazer com que as necessidades mais urgentes sejam atendidas com maior agilidade.
Classificação de Risco nada mais é do que a classificação baseada nos sinais vitais e queixas dos pacientes, para que pessoas com maior gravidade possam ser atendidas de forma rápida e correta.
Alguém com a pressão elevada, certamente passará na frente de alguém que está na emergência para uma consulta de rotina. Aliás, devo ressaltar que setor de emergência não é o local para realizar consultas de rotina, pois existem consultórios especializados na cidade, onde os médicos podem conhecer os pacientes e dar continuidade em seus tratamentos. Se todos tivessem consciência disto, o atendimento poderia ser mais ágil. Montenegro, em vista a demais cidades da região, possui tempo de esperar bastante inferior que os serviços equivalentes, levando muito a sério a classificação de seus usuários.
No Hospital Unimed Vale do Caí, onde trabalho no Pronto Atendimento, a Classificação de Risco é realizada por um profissional capacitado, treinado para detectar as mais variadas urgências. Também está habilitado a classificar as pessoas conforme tal avaliação, que é protocolada e norteada por bibliografia específica. Novamente devo ressaltar que, na área da saúde, nada é feito na base do “eu acho”. Para tudo existem protocolos e diretrizes e, na Unimed Vale do Caí, que preza muito pelo bem-estar de seus pacientes, não poderia ser diferente.
Há onze anos como colaborador do Hospital Unimed, mais de oito de Pronto Atendimento, tive o prazer de ver a implantação da Classificação de Risco e, até hoje, acompanho a evolução dos atendimentos realizados. Os usuários, em sua grande maioria, entendem a ferramenta e a levam muito a sério, o que mostra a relevância deste trabalho.
No Hospital Montenegro, da mesma forma, o serviço de emergência conta com a Classificação de Risco, colocando urgências e emergências em primeiro lugar, fazendo com que as pessoas sejam atendidas de forma ágil e que seu problema seja resolvido o quanto antes.
Usar as emergências de forma adequada também facilita o fluxo. As pessoas devem procurar os serviços em casos de urgência e emergência, como, por exemplo, dores no peito, pressão arterial elevada, acidentes automobilísticos, suspeita de AVC, dores intensas. Emergência não é local para consultas de rotina ou para quem apenas quer fazer exames que não sejam de extrema urgência.
Seja responsável ao procurar os serviços de emergência e faça sua parte como cidadão.

Carlos Eduardo Vogt
Enfermeiro

Compartilhar

Deixe seu comentário