No texto de 1Jo 4.7-12 encontramos a afirmação: Deus é amor! No Novo Testamento o amor torna-se o elo de ligação, ao mesmo tempo o objeto da ação de Deus para conosco, do qual não podemos medir, imaginar ou mesmo, especular. O amor de Deus não depende de nada, nem está sujeito a qualquer tipo de condição, restrição ou limitação. É tão supremo e sublime que excede nossa capacidade de entendimento. O apóstolo João exorta pessoas cristãs a amarem-se umas às outras num sentimento de ação recíproca.

Por vezes nosso amor pode se tornar tão egoísta que apenas pensa em usufruir, tirar proveito, saciar prazer, realizar desejos. Para muitas pessoas o amor relacional se resume apenas a um sentimento positivo com uma pessoa amável. Mas, amar uma pessoa amável, que pensa e age igual ou parecido como eu penso ou ajo, isso qualquer um de nós pode… Mas amar aquela pessoa que nem sempre é tão amável, que por vezes é seca, grosseira, divergente, impositiva, chata, aí é difícil, as pessoas não querem…

Percebo também que por vezes, entre comunidades cristãs o amor tem se resumido a boa convivência na igreja, limitando-se apenas aos muros da comunidade. Mas durante a semana vizinhos brigam, trocam ofensa, chegam a se odiar apenas por causa da cerca viva que invadiu o lado do outro. O texto de hoje nos chama a refletir que somente é capaz de amar ao próximo a pessoa, em cuja existência, aconteceu uma transformação completa, um “renascimento a partir de Deus”. Quem ama com base nisso “reconhece a Deus”, pois Deus é a base e ao mesmo tempo ponto de partida do amor. Por tanto, o conhecer a respeito de Deus não apenas consiste de idéias corretas sobre Ele, mas se concretiza através da comunhão vivencial, criada e sustentada pela ação do próprio Deus no coração humano.

Assim lemos em Deuteronômio 30.6: “O Senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o Senhor, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas”.Esta comunhão só nos é possível, por que Ele ama até mesmo quem não o ama, pois seu amor é livre, imerecido, independente, não mede, não julga pela aparência, não dá a alguns e nega a outros. Um exemplo disso nos é descrito pelo evangelista João ao escrever: “Por que Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna” (João 3.16). Aqui percebemos que Deus deu seu único Filho, não para alcançar ou ganhar algo para si, mas para que NÓS obtivéssemos vida plena e abundante com Ele.

Por isso o v. 10 enfatiza que não fomos nós que amamos a Deus, mas Ele nos amou primeiro, na entrega do mais amado e precioso, seu Filho unigênito. Já o apóstolo Paulo afirma que por este amor, “nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho” (Romanos 5.10). A cruz de Cristo é então o retrato mais perfeito e sublime, o sinal duradouro do amor de Deus voltado ao mundo. João convida a olhar para este amor e a nos amarmos mutuamente, pois o amor é o centro determinante da existência cristã. Ao permanecermos em Deus, Ele permanece em nós, nos acompanha e aperfeiçoa neste amor. O Senhor faz isso para que nosso amor seja real, não da boca prá fora, que se expressa não apenas em palavras, mas, sobretudo, no servir. Jesus ao lavar os pés de seus discípulos, deixa este exemplo. O maior serve o menor em amor. O que você tem feito por teu próximo?

Muitas pessoas não amam a própria vida, a jogam fora com vícios e atitudes irresponsáveis. E, por não se amarem, não conseguem amar o próximo como a si mesmas. Um exemplo claro é a pandemia onde muitas pessoas estão ignorando o Covid 19, não se higienizando, não usando máscaras, se aglomerando, se contaminando, tornando-se agentes de transmissão e contaminando outras pessoas. Onde está o amor?

Eu faço um apelo a você: que por reconhecimento ao amor de Deus, você possa se cuidar, pois assim, automaticamente você estará cuidando da vida de outras pessoas.Faça a tua parte! Faça disso teu testemunho de fé.Num hino cantamos: “Nem só palavra é o amor, é palavra unida a ação”. Faça do teu servir a tua maior expressão de amor: a Deus, a si mesmo e ao próximo. Amém.
P. Marcio S. da Costa

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