Estimados/as leitores/as! Falar em “Decálogo” pode soar estranho ou desconhecido para muitos de vocês. Decálogo, nada mais é do que “Os Dez Mandamentos”. Mas será que os “Dez Mandamentos” ainda têm validade em nossos dias? O que eles representam para você? Ao longo de 2019, estaremos refletindo sobre cada um destes mandamentos de Deus.
Hoje, compartilho com vocês um texto do Portal Luteranos, de autoria do montenegrino, Pastor Carlos Arthur Dreher, Professor de Antigo Testamento numa das três casas de formação teológica reconhecidas pela IECLB, a Faculdades EST, em São Leopoldo/RS. Desejo a você uma abençoada semana! P. Marcio S. da Costa – Paróquia Evangélica de Montenegro – IECLB
Origem e finalidade dos Dez Mandamentos hoje (Leia: Deuteronômio 5.6-21)
Os Dez Mandamentos, na origem, pretendem orientar certas pessoas na antiga sociedade de Israel. São homens adultos, possuidores de mulheres, casas, campos, servos e animais, a julgar pelos dois últimos Mandamentos. Na relação do que não se deve cobiçar, incluem-se bens, pessoas e animais, considerados propriedade de homens livres naquela época. Campos e animais indicam que são agricultores. A menção a servos aponta para a condição de homens livres, cuja sociedade admite a existência de escravos. Ao proibirem de cobiçar a mulher dopróximo, os Mandamentos mostram uma sociedade que vê as esposas como propriedade dos seus maridos.
Essa orientação tem duas direções. Uma relaciona-se a Deus e compreende os três primeiros Mandamentos. A outra fala no convívio entre essas pessoas, indicado nos outros sete Mandamentos. O terceiro Mandamento pode ter dupla relação: santificar o dia de descanso é tanto dar tempo para Deus, prestando-lhe culto, quanto dar tempo para si mesmo, descansando depois de seis dias de trabalho. […]
[…] Sim, os Mandamentos fazem sentido para nós, hoje. Porém, não se pode mais pensar em escravidão e dominação do homem sobre a mulher. Em Cristo, “não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). Isto muda o sentido dos dois últimos Mandamentos. Ninguém deve cobiçar qualquer coisa que seja de outro, seja homem ou mulher, adulto ou criança.
Os Mandamentos fazem, sim, sentido ainda hoje. Lutero os via com um Beichtspiegel, um espelho para a confissão. Em uma revisão de vida diante de Deus, os Dez Mandamentos são espelho no qual podemos ver os nossos erros e o que precisamos confessar para que Ele nos perdoe. A confissão deve refletir sobre cada Mandamento: matei, roubei, deixei de honrar e glorificar a Deus? Sim, é bom tomar o Catecismo e ler, um por um, os Mandamentos, para ver se os cumprimos ou não.
Lutero ensina que pecamos em pensamentos, palavras e ações. Você não matou ninguém, é claro, mas teve vontade de fazê-lo? Matou em pensamentos, com palavras? Os nossos irmãos católico-romanos ainda acrescentam a palavra ‘omissão’. Você não matou, mas o que fez para salvar uma vida? Você não roubou, mas o que fez para proteger o seu irmão do roubo?
Sim, os Dez Mandamentos são um precioso auxílio para revisar nossa vida e para voltarmos a viver bem com Deus e com o próximo. (http://luteranos.com.br/conteudo/dez-mandamentos)
P. Márcio S. da Costa – Paróquia Evangélica de Montenegro – IECLB

Avisos da semana:
– Domingo, dia 13/01, 9h, 1º domingo após Epifania, Culto de Batismo do Senhor Jesus com Santa Ceia.
– Segunda, dia 14/01, Dia Mundial da Oração.

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