Comemoramos dia 7 de setembro os 199 anos da Independência do Brasil, colocando fim aos laços coloniais que existiam com Portugal. Ao falar de independência, lembrei adolescência e juventude, fase da vida que muitas pessoas almejam a “independência” dos pais. Época em que muitos querem a independência para ir e vir sem dar satisfação, a independência para decidir se queremos ir ou não com eles, sobre a roupa que vamos vestir, o calçado que queremos comprar e tantas outras coisas…Mas continuamos dependentes financeiramente de nossos pais. Então almejamos seguir nossa própria vida, estudamos, iniciamos no mercado de trabalho e buscamos seguir nossa vida, constituir família.

O texto de hoje, de certa forma, está relacionado a um tipo de independência. O livro de crônicas é escrito para o povo de Deus que voltava do exílio na Babilônia, considerando estar independente de novo. Mas, ao chegar à sua terra é confrontado por um grande desafio: reconstruir a cidade que havia sido destruída. Havia grande desânimo diante das ruinas, escassez de recursos, fome e miséria entre eles. Então o cronista escreve narrando o que aconteceu séculos antes onde o rei Davi e o povo inclinaram o coração para a vontade de Deus. A ideia do cronista é animar o povo na reconstrução da cidade, do templo, no restauro do culto e mostrar que mesmo diante da escassez, tudo que o povo tinha ou desejava, vem do Senhor, pertence a Ele.

Deus é dono de tudo: poder, grandeza, vitória, glória e majestade. Por isso Davi inicia louvando ao Senhor, reconhecendo que tudo é de Deus, toda riqueza e prosperidade vem dEle. Isso testemunha no Sl 24: “Ao SENHOR Deus pertencem o mundo e tudo o que nele existe; a terra e todos os seres vivos que nele vivem são dele”. (v.1) Crônicas mostra que apenas possuímos o que é de Deus e Ele nos coloca para administrar. Temos grande responsabilidade diante do que possuímos. Temos então dois exemplos deixados por Davi:

1. Reconhecer a grandiosidade de Deus: no corre-corre diário as pessoas não mais contemplam a criação de Deus. Dificilmente dão-se o tempo para contemplar flores, plantas, animais e o ser humano. Ao não mais contemplar a criação e reconhecer ao Criador, as pessoas esquecem-se que Ele é onipotente, onipresente e onisciente. 2. Reconhecer que tudo é de Deus: muitas pessoas não crêem nisso, afirmam que tudo o que possuem é conquista delas, fruto do trabalho, esforço, inteligência e capacidade pessoal. Há pessoas que possuem dons diferentes, capacidade de gerir negócios de administrar finanças, isto é verdade. Quantas dedicam-se e trabalham duro para conseguirem o que almejam…

O problema está quando isso as faz crer que são autossuficientes de Deus, que tudo o que possuem são frutos delas mesmas, que Deus nada tem a ver.Em Dt 8 encontramos uma exortação exatamente sobre isso: “Guarda-te não te esqueças do Senhor, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno; para não suceder que, depois de teres comido e estiveres farto, depois de haveres edificado boas casas e morado nelas; depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentar a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, se eleve o teu coração, e te esqueças do Senhor, teu Deus, que te tirou da terra do Egito.” […] “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas”;
Esta palavra ensina que somos e sempre seremos dependentes de Deus. Ele é quem nos dá vida, saúde, força, capacidade, dons, talentos. Sem Ele nada seríamos do que somos e nada teríamos do que temos. Que possamos sempre reconhecer esta realidade. Deus abençoe tua vida!
P. Marcio S. da Costa

Avisos da semana: Neste domingo, às 9h30 Culto Gauchesco, presencial e transmitido pelo Facebook: Luterana Montenegro. Quem quiser, venha pilchado. Continuamos arrecadando alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal para auxiliar famílias necessitadas, deixe sua doação na secretaria.

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