Semana passada, falamos aqui sobre nosso passeio pelo Lago Titicaca. Na verdade, mostramos um pouco sobre um único povo, os Uros, suas ilhas flutuantes e sua maneira de viver. Porém, não foi só esse lugar que conhecemos no lago navegável mais alto do mundo. Visitamos também a ilha Taquile, uma ilha natural (não artificial, como a dos Uros) que serve de lar para cultura, arte e tradição indígena.

Taquile é considerada a maior ilha do Titicaca. Na sua parte mais baixa, possui um porto, no qual desembarcamos. Daí, começa o problema: uma caminhada de uma hora, a subir, já estando a 3.800 metros de altitude. Falta de ar, dor de cabeça e enjôos são bem comuns entre os visitantes.

Enquanto isso, o povo que vive no local ultrapassa todo mundo, carregando diversas sacolas e mochilas pesadas, como se estivessem no nível do mar.
No caminho até a parte alta da ilha, onde está localizado o povoado, com praça central, igreja e mercados, passamos por diversas propriedades. Todas rurais, com criação de animais e plantações. Inclusive, o cultivo de grãos, frutas e verduras ainda se dá como no famoso sítio arqueológico de Machu Picchu: em forma de escadaria, em que cada “degrau” suporta um tipo de planta.

O povo está bem preparado para a visita de turistas, afinal, esta é parte da renda das famílias locais. Então, há hospedagens e restaurantes, a maioria na casa dos moradores. Como não negamos uma boa comida típica, aproveitamos para experimentar a Truta Selvagem, pescada no Titicaca e que carrega a fama de ser a mais saborosa entre essa espécie. Uma delícia!

Um povo singular
Cerca de 2 mil pessoas vivem em Taquile. Vimos dezenas delas e TODAS estavam vestidas com seus trajes típicos. Para eles, é genuíno, faz parte de quem são. Algumas peças, como os chapéus, dizem muito sobre cada um: se são solteiros ou casados ou líderes da comunidade, por exemplo.
Inclusive, a vestimenta é também uma das maneiras de sobrevivência do povo de Taquile. A tecelagem da ilha é uma das mais valorizadas de todo o Peru e foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, em 2008. Todos aprendem a tecer, seja com tear ou com agulhas de tricô e crochê. Homens, mulheres, idosos e crianças passam seu tempo livre confeccionando peças ou metros e metros de tecido, vendidos para outras partes do Peru e na própria ilha.

Chegamos a Cusco
Quem nos acompanha pelas redes sociais já sabe que estamos em Cusco, Capital Histórica do Peru. Já falamos que estivemos aqui em 2015, né? E somos completamente apaixonados por essa cidade. Pela arquitetura, pela história, pelas igrejas, pelas pessoas, pela energia… enfim, estamos muito felizes de estar aqui novamente.
A partir da próxima semana, vamos mostrar um pouco de todo esse encanto de Cusco. Lembrando que qualquer curiosidade ou dúvida sobre os lugares que passamos ou estamos, é só enviar um email para comanaluzpelomundo@gmail.com.

Como chegar
Obviamente, só se chega a Taquile de barco. A passagem pode ser comprada no Porto de Puno ou em agências, também na cidade. As preços variam de R$25,00 a R$ 40,00 (caso queira almoço incluído, o nosso caso). Como a língua local é o Quéchua, e poucos falam o espanhol, é preciso ir acompanhado de um guia.

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