Depois de meses de montanha e deserto, nossa expedição chegou com tudo ao litoral. E dessa vez é pra ficar. Já tínhamos encostado nossos pezinhos nas geladas águas do Oceano Pacífico no sul e no norte do Chile, porém, agora é hora de mergulhar de cabeça e curtir o melhor da costa peruana. Na verdade, peruana, equatoriana e colombiana, porque a Analuz só sai da praia quando começar a volta pra casa.

E pra começar nossa temporada praiana em gigantesco estilo, passamos dois dias na Reserva Nacional de Paracas, um daqueles lugares que te pega de surpresa e entra rapidinho pra lista de destinos imperdíveis. Essa é a primeira área marinho-costeira protegida do Peru, com 335 mil hectares. É habitat de aves aquáticas, lobos-marinhos, répteis e peixes de diversas espécies, que vivem em ambientes protegidos.

Diferente de outros parques nacionais de visitamos, neste é possível ter contato direto com fauna e flora, podendo tomar banho de mar, fazer passeios de barco e acampar. Claro, algumas medidas de segurança e preservação ambiental são obrigatórias, mas é liberada essa interação incrível com a natureza.

Os principais pontos de visita no local são a “Playa Roja” (Praia Vermelha) – que tem uma areia formada por grãos amarelados e vermelhos, que de longe fica bem avermelhada – e as praias “La Mina” e “Raspón”, divididas por pedras enormes que adentram o oceano. Ambas são pequenas e ficam completamente lotadas nos finais de semana de verão.

Além de uma natureza exuberante, o Parque abriga o Museu de Sitio Julio C. Tello, que apresenta diversos aspectos culturais do povo Paracas, uma povoação pré-inca, e um passeio paleontológico. Uma visita que recomendamos, com certeza!

Como chegar
A Reserva Nacional de Paracas pertence à cidade de Paracas, localizada a 250 quilômetros de Lima. Da capital peruana é possível pegar um ônibus ou van até a cidade e um táxi até o parque, ou contratar um passeio com agências ou guias de turismo. A entrada custa 11 soles, cerca de R$ 15,00, por pessoa.

O país dos surfistas
Desde que pegamos a estrada, em maio do ano passado, cruzamos com várias pessoas que visitaram o Peru em busca das ondas perfeitas, as quais dizem ser as melhores da América do Sul. Há quem, há mais de uma década, vem surfar no Pacífico.
Toda a costa do país é repleta de destinos ideais para surfistas, desde iniciantes até profissionais. Lima, a capital, é um dos principais pontos de surf, e está entre as grandes ondas do norte e as cidades certas para quem está começando no esperto, no sul.

Onde estamos
Pasmem! Lima é a terceira cidade mais populosa da América, com 8,9 milhões de habitantes, perdendo apenas para São Paulo e Cidade do México. Como já conhecemos a cidade durante nossa viagem para o Peru em 2015, decidimos evitar os problemas causados pela muvuca de uma cidade tão grande.
Mesmo assim, Lima era passagem obrigatória no nosso caminho desta semana. Mas, imaginem passar por essa cidade de Kombi no horário de pico. Impossível! Por isso, escolhemos cruzar por Lima às 4h30min. Ainda assim, pegamos engarrafamento, muito movimento de caminhões e ônibus urbanos. Mas, tudo ok. Quase uma hora e meia andando pelas principais vias da capital para voltar à Rodovia Panamericana, costeando a praia.
Entretanto, mesmo depois da canseira da estrada, a saída de Lima não é o melhor lugar para parar e descansar. As cidades litorâneas a norte da capital são conhecidas pelos assaltos a mão armada, principalmente a turistas. Definitivamente, não são os locais ideais para passar a noite. Por isso, andamos o máximo possível até sair da zona de risco e, no momento, estamos indo para o norte peruano, em direção à fronteira com o Equador. Infelizmente, parte das praias desse país tão incrível vão ficar pra trás devido à sensação de insegurança.

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