Você já deve ter visto aquela foto clássica de Fernando de Noronha na qual duas grandes pedras se destacam em meio a um oceano incrivelmente turquesa. Em 2016 tivemos a alegria de estar nesse lugar. A ilha pernambucana é um dos destinos mais procurados do Brasil, se destacando em listas de todo o mundo como um dos lugares naturais mais bonitos do planeta. E, realmente, é!

Então, eis que em uma ida despretensiosa a um Parque Nacional aqui no Equador, nos deparamos com um cenário semelhante, tão lindo quanto ao brasileiro. Uma pedra solitária completa e dá mais força a um cenário completamente azul. Se duvida das semelhanças, vamos deixar aí duas fotos para comparar (acima).

Além do visual, o Parque Nacional Machalilla tem outras muitas semelhanças com a Noronha do Brasil. Bem próximos à Linha do Equador, os dois lugares têm o privilégio de ter um mar quentinho. É sério, não dá vontade de sair da água! A areia não é fininha, como em grande parte do Brasil e também do Equador. Tanto em Noronha, como em Machalilla, pedrinhas pequenas formam um solo em que afunda e chega a incomodar um pouquinho a sola do pé.

Algumas praias só são acessadas por trilhas, já que ambos lugares são áreas de preservação ambiental e, por isso, não contam com tantas estradas entre a mata ou bosques secos, o principal bioma do Parque Nacional Machalilla. Mais um ponto parecido? As praias no geral são pequenas, com algumas exceções, normalmente divididas com rochas que parecem querer invadir o mar e acabam bloqueando a passagem entre uma praia e outra.

O Parque Nacional Machalilla está no litoral central do Equador, na cidade que possui o mesmo nome, o qual provém da cultura “Machalilla”, uma das culturas pré-hispânicas mais importantes do Equador. Ele possui 41.754 hectares de área terrestre e 14.430 de área marinha, mas nem todo esse território pode ser visitado.

Além de toda essa experiência, ainda temos mais um pontinho positivo: não é cobrada entrada no Parque. Eles pedem somente US$ 2 (R$ 8,50) pelo estacionamento do carro. Contam com serviços higiênicos, duchas (onde só é permitido usar shampoo, sabonete e condicionador naturais, sem produtos químicos) e um quiosque que vende lanches.

Não precisamos nem dizer que esse lugar ficou marcado na nossa viagem, né? Assim como todo o Equador, nos surpreendeu da entrada à saída e nos mostrou, mais uma vez, que quando menos estamos esperando, a natureza nos dá um banho de beleza, tranquilidade e força.

Onde estamos
Atualmente, estamos no litoral norte equatoriano. Na próxima semana devemos subir a Cordilheira dos Andes de novo, rumo à Rota dos Vulcões. Também queremos visitar uma parte da Amazônia do Equador.

O primeiro perrengue em um país dolarizado
A gente sabe que o perrengue acompanha o viajante, ainda mais de Kombi. A Analuz estava vindo bem até o dia em que não ligou mais. Estávamos em San Mateo, uma praia pequena, no último final de semana, quando fomos dar partida, viramos a chave e nada aconteceu. As luzes do painel acenderam, mas o motor nem sinal de querer funcionar. Fizemos pegar no tranco e íamos em direção ao mecânico quando trancou o câmbio de marchas em primeira. Estávamos a 10 km do mecânico e fomos assim mesmo, em primeira marcha todo o caminho.

Resumindo, trocamos a caixa de câmbio (não teve jeito de arrumar a original da Analuz) e tivemos que colocar um “automático” extra pra auxiliar na partida e um botão de impulsão, que vai fazer o contato pra dar arranque (sinceramente, não sei muito bem se é isso, mas deu pra entender, né).
O problema de toda essa função foi pagar cada peça e o serviço mecânico em dólar. A gente sabe que o ideal é não converter os valores para Real, mas, como contamos com dinheiro mensal do Brasil, somos obrigados a fazer esse cálculo. E temos que dizer que assusta. Qualquer US$10,00 é quase R$ 50,00. E, sinceramente, pouca coisa consegue ficar barata nessa situação.
Mas, enfim, seguimos!

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