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Infelizmente, é comum ouvir de mulheres que nem pensam em viajar porque não têm companhia, porque cair na estrada sozinha não é uma opção segura. E mais infelizmente ainda é saber que existem razões para isso. Além das estatísticas assustarem qualquer pessoa a sair sozinho por aí, normalmente as mulheres não sabem como é a sensação de segurança e acabam deixando pra lá as descobertas de uma viagem solo.
Por isso, nesta semana, trazemos depoimentos de dicas pra quem quer viver o melhor do mundo tendo a si mesmo como companhia. Mulherada, é hora de perder o medo e cair na estrada!

“Aprendemos, sobretudo, a apreciar nossa própria companhia”
Não é fácil embarcar para um lugar desconhecido sem ter alguém de confiança ao nosso lado. Mas, quando nos damos o direito de viver essa aventura, desenvolvemos uma autoconfiança gigantesca e aprendemos mais sobre nós mesmo. Aprendemos, sobretudo, a apreciar nossa própria companhia.

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É preciso, sim, alguns cuidados. Afinal, infelizmente ainda vivemos em um país perigoso, principalmente para mulheres. Eu procuro sempre ter um roteiro embora quase nunca me prenda a ele. Mas é confortável saber que tenho “para onde ir”, e mudar o caminho é natural para qualquer amante de viagens. Outra dica é buscar por hostels ou pousadas gerenciados por mulheres. Elas podem ser boas aliadas de dicas de passeios e de segurança para nós.

Ter cuidados básicos não é motivo para nos isolarmos. Pelo contrário. Deixar o celular de lado e conversar com moradores e outros turistas é enriquecedor. Acredite: aprendemos muito! Durante minha última viagem, para Minas Gerais, visitei Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes e Barbacena. Eu escolhi o tempo que ficaria em cada lugar e resolvi, durante a viagem, estender a estadia em Ouro Preto após decidir participar de uma festa local – sugestão de uma moradora. Foi uma das melhores experiência da viagem e que dificilmente ocorreria se o roteiro fosse fechado, ou se a viagem fosse em grupo.

É também uma oportunidade para descobrirmos do que realmente gostamos e usarmos o tempo para curtir melhor aquele role que não aproveitaríamos em outra companhia, se não a nossa. ANDRESSA KALIBERDA, JORNALISTA, 28 anos

“Porque a liberdade era minha. A decisão era minha. E isso é a melhor parte de viajar sozinha”
Viajei sozinha pra Londres/Bristol, Edimburgo, Amsterdã e Paris em agosto de 2017. O fato de ser mulher não me fez mudar em nada meu cronograma de atividades. Eu acredito que a Europa já está mais acostumada e preparada para receber mochileiras do que o Brasil, por exemplo. Eu me senti muito mais segura viajando sozinha pra fora do Brasil, do que por aqui. Acredito que as pessoas lá fora estão mais acostumadas com esse tipo de turismo.

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Em Londres eu me senti 100% acolhida, fiquei num dormitório feminino no hostel, e fiz amizade com todas as meninas do quarto (turca, australiana, dinamarquesa, espanhola). Andei de metrô sozinha de noite, caminhei a cidade toda em todos os horários, nunca me senti fragilizada ou com medo.

Em Edimburgo as pessoas são mais fechadas. No hostel, eles não conversam muito, e na rua os escoceses são educados, mas não gentis. Em Paris e Amsterdã eu encontrei muitos brasileiros, então foram as cidades mais “fáceis” pra quem viaja sozinho. Paris tem um clima mais romântico e Amsterdã é muito louco! Aí é preciso escolher qual destino se identifica mais, mas os dois acolhem como se fossem parte da família.

Eu recomendo 100% viajar sozinha. É incrível. Tu te conhece muito mais. Tu descobre o que Te faz feliz, quais são as TUAS prioridades, e não o que foi roteirizado antes da viagem. Eu não tinha nada muito programado, não tinha um roteiro diário. Repeti muitas vezes o que eu gostei, como por exemplo o Hyde Park, e fiquei no máximo 5 minutos em atrações que não eram exatamente meu ponto, como a Torre Eifel. Entende? Eu tinha essa escolha. Porque eu tava sozinha. Porque a liberdade era minha. A decisão era minha. E isso é a melhor parte de viajar sozinha. RAFAELA PETRY, COMISSÁRIA DE BORDO, 23 anos

Dicas para as gurias
Autoconfiança
Não tenha medo do desconhecido, para desfrutar a viagem;

Planejamento
Após decidir o destino, pesquise transporte, moeda e a cultura local. Alguns países do Oriente Médio, por exemplo, possuem regras de vestuário feminino. Fique atenta;

Pesquise referências
Não fique presa ao site do hotel ou hostel, entre nos sites Trip Advisor e Hostelz, por exemplo. Já o CouchSurfing é uma rede social voltada a quem se hospeda na casa de moradores locais. Não deixe de conferir as opiniões do local que escolheu;

Tenha sempre telefones úteis
Se viajar para o exterior, tenha o telefone da embaixada brasileira. Contatos de hospitais e farmácias são úteis em qualquer lugar;

Avise a família e amigos
Combine uma periodicidade para enviar notícias. Faça um check-in simples e poste fotos nas redes sociais para mostrar onde você está;

Sempre atenta
Deixe a bolsa ou mochila sempre na frente do corpo. Em locais muito cheios, prefira a “money belt” (pochete fininha para usar embaixo da roupa), mas, não coloque muito dinheiro. Uma boa ideia é ter um cartão de crédito ou débito;

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