A Rádio Gaúcha, que completou 90 anos no ar em 08 de fevereiro de 2017, criou, recentemente, um quadro na sua programação que tem como título “Notícia Falsa Nas Redes”, que tem como objetivo divulgar com maior amplitude e por um canal que não é o das “redes sociais”, esclarecimentos sobre novas modalidades de golpes.

Dentre os vários exemplos de temas que já foram abordados, um deles é sobre o assunto do momento, isto é, o saque das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

É impressionante como uma verdadeira legião de pessoas, acostumadas a enfrentar filas imensas nas agências bancárias para … tudo (na Caixa Federal tem até fila para pegar a senha para aguardar em outra fila), acredita que possa receber uma mensagem eletrônica (por e-mail, ou por sms, ou pelo WhatsApp), que nunca pediu, para um número que nunca informou, para um e-mail que recém passou a usar, e isto para falar de um assunto que ainda é novidade e que nem todas as informações estão disponíveis nem mesmo na Caixa Econômica Federal.

E no rol das bobagens que são divulgadas nas tais “redes sociais”, há golpes, mentiras sobre temas importantes como multas de trânsito, isenções de impostos, promoções mirabolantes, que são repassadas por inúmeras pessoas sem nenhuma preocupação com a, pelo menos, possibilidade de aquilo não ser verdade.

Quem lida com mensagens eletrônicas, o que é a realidade de um número imenso e crescente de pessoas, sabe muito bem que recebemos mensagens enviadas para o destinatário errado, para o grupo errado, o conteúdo errado e sabe-se lá quantos outros erros podem ocorrer, ou seja, o desconfiômetro deve estar sempre ligado, venha de onde vier a informação.

Então, quem sai enviando mensagem para celular de desconhecido em resposta a pedido de saldo do FGTS, com número de CPF e outras informações sigilosas, ou comprando créditos de celular e outras formas de golpe, é, no mínimo, ingênuo ao extremo. Parece não ser possível que alguém, ANTES de sair repassando informações ou gastando dinheiro, não possa pedir ajuda a alguém um pouquinho mais esclarecido, que pode ser um familiar ou um amigo.

Virou uma espécie de “consenso” que as manifestações nas redes sociais fornecem um dado instantâneo sobre o que a “maioria” está pensando sobre um determinado assunto, razão pela qual isto é tido como uma verdade “absoluta”.
Felizmente, nem todos usam redes sociais e, dos que usam, nem todos se manifestam. Logo, há vida fora das chamadas redes sociais. E vida real.
Então, cuidado, muito cuidado mesmo com o conteúdo recebido, pois há muita, mais muita mesma, “Notícia Falsa Nas Redes”.

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