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O ex-prefeito Luiz Américo Alves Aldana, cassado em setembro de 2017, e o atual – seu companheiro de chapa, Kadu Müller – têm muitas explicações a dar para os montenegrinos. Numa demorada investigação da Polícia Federal, foram encontradas fraudes na prestação de contas de campanha da dupla, referente às eleições de 2016. A coligação teria recebido dinheiro de fontes vedadas e “esquentado” as doações por meio da produção de documentos “frios”, com o uso de CPFs sem autorização e assinaturas falsificadas. Se forem condenados, Aldana e Kadu correm o risco de ser presos. O Ministério Público já ofereceu a denúncia ao Judiciário.

Falsificações
Na denúncia oferecida à Justiça, constam os nomes de 12 pessoas listadas como doadoras. A coligação teria produzido declarações falsas, em que elas informam sua profissão e rendimento mensal para justificar os auxílios à campanha, a maioria deles no valor de aproximadamente R$ 1.000,00. Ocorre que, ao serem chamados a depor, todos disseram que não trabalham nas áreas citadas, não fizeram repasses e garantiram que as assinaturas não são suas. As fraudes são inegáveis e primárias.

Prática comum
O MP acredita que, na verdade, o dinheiro veio de alguma empresa – cuja participação agora é proibida – e, para gastá-lo, a coligação obteve os CPFs destas pessoas e simplesmente simulou as doações. É possível que outras candidaturas tenham usado a mesma estratégia para ocultar dinheiro de caixa dois, mas, como perderam a disputa, não houve maior investigação.

Santa inocência
Alguns integrantes do governo têm usado o princípio da “presunção de inocência” – ninguém é culpado até que se prove – para defender o prefeito das mais variadas acusações. Ainda que este seja um dos alicerces do ordenamento jurídico, muitos dos nossos políticos, pela história e pelas práticas, criaram e alimentam a ideia de que os homens públicos já nascem culpados.

Ex-adversários
As denúncias de fraudes surgiram logo depois que a vitória de Aldana e Kadu foi anunciada, ainda em 2016. O autor foi o Partido Progressista que, na época, concorreu à Prefeitura com Gustavo Zanatta e Tatiana Henke. Em 2019, Kadu se filiou ao antigo PP e muitos dos acusadores viraram seus principais defensores. A tal ponto que o chefe do Executivo pretende representar a legenda nas próximas eleições. Coisas da política.

Plano B

Se a situação do prefeito já não era favorável em virtude dos pedidos de Impeachment que a toda hora pousam na Câmara, agora o quadro ficou ainda pior. A oposição vai “deitar e rolar”. Entre os progressistas, ainda de forma muito tímida, há quem comece a pensar se não é hora de deixar o governo e lançar um Plano B. A direção do partido, no entanto, está firme com Kadu.

Defesa
Em suas defesas, tanto Aldana quanto Kadu alegam que não atuaram diretamente na captação de recursos para a campanha, tampouco na prestação de contas. Estas tarefas teriam ficado a cargo de apoiadores. Alguns foram ouvidos pela Polícia Federal e, como era de se esperar, derramaram a culpa sobre os candidatos. O fato de, na Justiça Eleitoral, Aldana ter sido indicado como coordenador financeiro da coligação, complica bastante a situação dele.

Deixando pistas
No quadro abaixo, é possível constatar que a construção da fraude não teve maiores requintes na elaboração. Ao optar pela apresentação de personagens fictícios com baixa renda para “descarregar” o dinheiro usado na campanha, a coligação PSB/PRB/SD deixou pistas a seus opositores. Em sã consciência, por que pedreiros, motoboys e até uma babá doariam mais da metade de um mês de salário para ajudar a eleger um candidato a prefeito e a vice?

Interrogações
Nessa história toda, há pelo menos duas perguntas que ainda carecem de respostas:
1 – Onde a coligação arrumou os nomes e os CPFs destas doze pessoas para forjar as supostas doações de campanha?
2 – Se não foram elas que ajudaram, de onde, afinal, veio o dinheiro da campanha?


 

Sem arrego
Num primeiro momento, a Guarda Municipal não deverá participar da fiscalização do estacionamento rotativo pago no Centro. Quando encontrarem um veículo ocupando vaga de forma irregular, os monitores vão acionar a Brigada – que possui convênio com a Prefeitura – para fazer a autuação e encaminhar o recolhimento. Os primeiros 15 dias servirão apenas para orientar, mas, a partir de 17 de fevereiro, não haverá “arrego”, garantem as autoridades.


 

Na janela
A aproximação da “janela partidária”, período em que os vereadores podem trocar de legenda sem perder seus mandatos, causa especulações nos meios políticos.Pelo menos uma troca parece confirmada. Talis Ferreira deixa o nanico PL e vai para o Progressistas, onde será colega de Joel Kerber. Há quem diga, inclusive, que ele pode acabar sendo o candidato a prefeito caso Kadu Müller não consiga concorrer.

Incomodado – Outro que pode deixar seu partido é Valdeci Alves de Castro. Há mais de um ano, ele assumiu uma postura francamente de oposição ao prefeito, embora o seu PSB integre a base de apoio. Aliás, independentemente dos candidatos, é provável que socialistas e progressistas estejam novamente juntos na campanha. Os incomodados, normalmente, acabam se retirando.


 

RAPIDINHAS
Quando assumiu o comando do Legislativo, em janeiro de 2019, Cristiano Braatz (MDB) suspendeu o cafezinho na sala da presidência. Para evitar “chacrinhas”, já que ali também trabalham o secretário-geral e o consultor jurídico. Com “Cabelo”, a térmica está de volta.

Sexta-feira, o presidente exonerou o secretário-geral da Câmara, Giovani Bender, e reconduziu ao cargo Felipe Diego da Silva, que exerceu a função nos dois primeiros anos da legislatura.

Se o Parque Centenário e a Estação da Cultura, que são atendidos pela Guarda Municipal, estão tendo suas pracinhas infantis vandalizadas, a conclusão só pode ser uma: os próprios usuários danificam os brinquedos. É ou não é?

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