Sexta-feira, dia 20 de julho, inicia o período de convenções dos partidos que vão disputar as eleições de outubro. Cada legenda, atendendo a regras expressas na legislação e nos seus próprios estatutos, deverá reunir os filiados para indicar seus candidatos à presidência da República, governos dos Estados, Senado, Câmara dos Deputados e assembléias legislativas. A maioria já definiu tudo isso e os encontros vão meramente cumprir uma formalidade. Também é durante as convenções que os partidos decidem se vão coligar ou não e em que termos serão edificados estes acordos.

Sem grana – Embora todos os cargos em disputa sejam de grande relevância para o futuro do Brasil, é a briga pelas vagas na Assembleia Legislativa que mais envolvem as comunidades. Estão lá as cadeiras almejadas pelos políticos locais. Semana passada, um dos pré-candidatos a deputado estadual de Montenegro deu o fora. O vereador Neri de Mello Pena, do PTB, “deitou cabelo”. Concluiu que é melhor apoiar um nome mais forte do partido. Um dos motivos, segundo ele, é o alto custo de uma campanha eleitoral. A grana tá curta.

Planos A, B e C – A mesma razão já havia levado o ex-prefeito Percival de Oliveira, que está no PTB, a recuar em seu desejo de concorrer. Cabelo entrou na corrida como seu substituto e, pelo visto, a legenda não tem plano C.

Opções – Sem Cabelo, a busca por votos ficou mais fácil para outros pré-candidatos locais. As convenções ainda precisam homologar, mas é provável que sigam na corrida Paulo Azeredo (PDT), Adairto da Rosa, o Chacall (PV), Joel Kerber (Progressistas), Camila Carolina de Oliveira (PSL) e Luiz Carlos de Azeredo, o Luiz das Remoções (PSB). Já o sindicalista Rodrigo Corrêa representará o PCdoB na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.

Sem cabos – Um sétimo nome pode ser apresentado na noite de hoje, durante reunião do MDB. O partido vai analisar a conveniência e a viabilidade de lançar como candidato a deputado estadual o médico Valdir Kleber, ex-presidente da Unimed e da ACI Montenegro-Pareci Novo. Alguns filiados, porém, já estão comprometidos com outros pré-candidatos, o que pode deixá-lo sem cabos eleitorais.

Preferenciais – Aliás, o MDB montenegrino tem a tradição de liberar seus militantes para trabalhar nas candidaturas de quem bem entenderem. Este ano, os nomes preferenciais do diretório eram Tiago Simon, Gabriel Souza e Juvir Costella para a Assembleia Legislativa, e de Osmar Terra, Alceu Moreira e Giovane Feltes para a Câmara dos Deputados. Com Kleber no páreo, isso pode mudar bastante.

Melhor opção – Como as convenções podem ser realizadas até 5 de agosto, é possível que o cenário político ainda sofra modificações. Na hora de votar, se os candidatos locais preencherem os pré-requisitos de honestidade e competência, melhor o eleitor optar por um deles. É mais fácil acompanhar – e cobrar – alguém que está por perto do que os paraquedistas que aparecem só a cada quatro anos.

Perigo em cada esquina
Se existe um segmento do funcionalismo que merece reforços é o da fiscalização. Quinta-feira, no final da tarde, estrategicamente após o expediente da Prefeitura de Montenegro, um caminhão carregado de chocolates, de qualidade e procedência duvidosas, encostou nas imediações da Estação Rodoviária. Com preços tão baixos que chegaram a levantar suspeitas, logo atraiu uma grande quantidade de consumidores seduzidos pelas promoções anunciadas por veículos com alto-falantes.

Concorrência – Este tipo de venda é duplamente prejudicial. Primeiro, porque representa um risco à saúde do consumidor que, infelizmente, não demonstra maior preocupação com isso. Em segundo lugar, por causa da concorrência desleal. O comércio estabelecido é alvo de um acompanhamento rigoroso da vigilância sanitária, cujas exigências oneram pesadamente quem comercializa gêneros alimentícios. E, por fim, as empresas pagam impostos e geram empregos, o que torna seus preços finais mais elevados.

Em dívida – O prefeito Kadu, que é do setor produtivo e conhece seus problemas, ainda está devendo uma ação mais firme contra o comércio clandestino. É das pessoas que estão sendo prejudicadas que a Prefeitura cobra ISSQN, IPTU, taxas…

Trilha sonora
Durante a sessão desta quinta-feira, a Câmara aprovou o projeto que cria a Semana Municipal da Agricultura Familiar. A iniciativa é da vereadora Josi Paz (PSB), filha de produtores rurais, que conhece as dificuldades de viver da terra. Para tornar o momento ainda mais marcante, ela fez tocar, no sistema de som da Usina, músicas sertanejas de raiz, que abordam o dia a dia dos agricultores. Alguns gostaram e aplaudiram a ideia, mas a trilha sonora também despertou ironias. Entre os assessores, comentava-se que, se a matéria fosse sobre segurança pública, possivelmente usariam “Que tiro foi esse?”, da Jojo Todynho.

Orgulho e vergonha
Não é por perseguição, como algumas pessoas do governo dizem, mas pela necessidade de alertar para a crescente degradação que o Parque Centenário tem estado no radar da mídia nos últimos meses. O complexo de lazer é, disparado, um dos mais amplos e estruturados da região, ao mesmo tempo em que o abandono o transforma em motivo de vergonha para muitos montenegrinos. O governo Kadu já prometeu que fará o que seus antecessores não realizaram em 12 anos, recuperando os ginásios de esportes Domingos dos Santos (Domingão) e Normélio Petry (Azulão). Pena que só isso não basta.

Sem festa – A falta de conservação também é visível em outros locais dentro do majestoso parque, como nos galpões utilizados para as exposições de gado, na antiga tafona e no lago, coberto por vegetação. Se um dia quisermos realizar novamente um grande evento para divulgar os potenciais de Montenegro, tudo isso terá de ser recuperado. É preciso cuidar, pelo menos, do nosso principal cartão de visitas.

Rapidinhas

* A demora da EGR em apresentar o projeto das rótulas nos acessos da RSC-287 aos bairros Panorama e Santo Antônio vai custar muitos votos a certos políticos. Tem pré-candidato contando com um ovo que ainda está dentro da galinha e que provavelmente vai demorar muito a “nascer”.

* Vereador Talis Ferreira (PR) encaminhou um pedido de informações ao prefeito Kadu Müller. Quer saber o que a Administração fará em relação à instalação de postes de luz no meio das calçadas pela RGE Sul. Aconteceu nas ruas Capitão Porfírio e Buarque de Macedo.

* Os debates em torno da planta de valores do IPTU que ocorrem em Porto Alegre devem chegar a Montenegro em breve. Também por aqui, tem muita gente morando em imóveis com valor de mercado beirando R$ 1 milhão cujo imposto ainda é calculado sobre um terço disso e até menos.

* Vereador Joel Kerber (Progressistas) está propondo reunião para tratar de incentivos aos corais do município. Há anos que a verba para a Cultura “cresce” como rabo de cavalo: para baixo.

* Prefeitos de várias cidades da região já entenderam que asfaltar as estradas do interior até custa mais caro no início, mas o investimento se paga no longo prazo. São menos máquinas, saibro, combustível e funcionários envolvidos na manutenção.

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