É muito importante sabermos onde estamos, para que, de forma consciente, possamos escolher onde queremos chegar ou analisar se onde estamos é onde de fato gostaríamos de estar.
Algumas pessoas vivem no passado, sofrendo pelos infortúnios que as acometeram, pelas injustiças de que foram vítimas, pelos fracassos nos mais variados embates. Outros ainda, nostalgicamente, tentam reviver, dia após dia, as alegrias e experiências agradáveis que experimentaram no decorrer dos anos, e que, insistentemente, ocupam lugar nas conversas de hoje. Usam expressões do tipo “naquele tempo é que era bom”, ou ainda, “você não sabe o que eu vivi”, ou outras frases que dão a clara noção de que o hoje, diferente do ontem, é apenas uma sobra das experiências do passado, pois essas, sim, são as verdadeiras e importantes…

Outras pessoas vivem no futuro, sonhando ou projetando experiências, planejando viagens que nunca acontecem, programando experiências belíssimas, para um amanhã que nunca chega. São aquelas que irão iniciar uma academia, irão concluir os estudos, irão aprender a dirigir, irão parar de fumar, irão parar de beber, irão iniciar uma dieta… irão… Essas pessoas acreditam que o hoje é apenas a menor etapa de uma vida de batalhas, conquistas e vitórias. Que tem como finalidade nos presentear tempo para os planos importantes para aquelas experiências que estão escritas como parte integrante de nossa história.

Poucos entendem o hoje, o momento, a integridade de perceber o que os rodeia, de sentir os sabores, os cheiros, a presença… poucos percebem o quão precioso é o agora, não agradecem, não experimentam, não tentam. Seja porque tiveram um passado marcante, seja porque terão um futuro brilhante, desistem do presente e não se dão conta de que, a cada instante, uma oportunidade de abraço é perdida, uma chance de um beijo é abandonada. Um pedido de desculpas não é feito, nem aceito. Um adeus é postergado. A delícia de um café não é saboreada…

Poucos enxergam que, no agora, de fato existimos. Estamos presente em nossa vida real e, se as experiências do passado são mais interessantes ou importantes, é porque não tornamos nosso presente interessante, intenso e viril. Desistimos de nós em detrimento do que fomos no passado… desistimos de viver… se as experiências que iremos viver são mais interessantes que o agora, também não as tornamos reais apenas por planejar, por desejar. É o primeiro passo, mas não é o mais importante. O que de fato devemos é trazer para o hoje a experiência do todo. Fazer com que nossos planos de futuro aconteçam agora, em pequenas pílulas, em pequenos passos, mas não no vislumbrar do amanhã, mas no perceber do agora e de sua importância como base para o futuro.

Somente percebendo onde estamos hoje, neste exato momento, poderemos olhar para a frente e para trás, seguros e certos de que o melhor momento é o agora!

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